SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em reunião do Núcleo dos Técnicos Judiciários e do MPU, Sintrajufe/RS debate carreira e define delegados e delegadas a encontro nacional

Em reunião do Núcleo dos Técnicos Judiciários e do MPU, Sintrajufe/RS debate carreira e define delegados e delegadas a encontro nacional

Nessa terça-feira, 8, o Sintrajufe/RS realizou reunião do Núcleo dos Técnicos Judiciários e do MPU do sindicato. A atividade teve debate sobre carreira e a escolha dos delegados e das delegadas do Rio Grande do Sul para o 5º Encontro do Coletivo Nacional da Fenajufe de Técnicos do Judiciário e do MPU (Contec), que ocorre no dia 12 de dezembro.

O diretor Zé Oliveira abriu a reunião falando do processo que vem sendo construí­do no Sintrajufe/RS de retomada das discussões nos núcleos. Como explicou o dirigente, o fortalecimento desses espaços democratiza o sindicato e permite a discussão mais aprofundada das especificidades de cada setor, além das lutas gerais.

Carreira

Na sequência, foi apresentado um painel sobre carreira, com a participação de Vera Miranda, assessora do Sisejufe/RJ e especialista em carreira. Vera apontou que o projeto do atual governo está estruturado para acabar com a organização do serviço público a partir da extinção das carreiras. Para ela, com o processo de retirada de direitos e extinção da possibilidade de se organizar em carreiras, tudo acaba ficando a critério da agenda governamental de cada momento.

Conforme Vera, desde o governo de Michel Temer (MDB) há um processo intensivo de desmonte e de perda de direitos. A especialista citou, nesse sentido, medidas como as reformas trabalhista, previdenciária e, agora, administrativa. Assim, defendeu, temos questões pontuais, conjunturais, etapas muito especí­ficas, mas que devem vir dentro de um processo de normatização para robustecer a carreira . O enfrentamento à agenda governamental atual é, portanto, uma urgência: É preciso fazer esse debate e enfrentar a zona cinzenta das relações de trabalho e a desvalorização , disse, explicando que precisamos voltar a ter um debate de carreira como um todo, encontrar a formatação para que não só se atualizem as atribuições, mas que, a partir desse novo perfil, a gente comprove a elevação do fazer e a mudança de complexidade .

Vera Miranda apontou que a compreensão dos processos mais amplos é importante para que, na discussão das carreiras, não se abra espaço para a mediação com a terceirização em algumas áreas. Assim, ressaltou, não adianta ter um fórum que discuta a carreira se não conseguirmos enfrentar também uma agenda governamental que inviabiliza, que diz que não vai ter carreira . Para ela, há, hoje, um desmonte completo do arcabouço legal dos direitos dos servidores, realidade que precisa ser enfrentada coletivamente pelos servidores e servidoras das diferentes esferas: o que acumularmos nos espaços especí­ficos será letra morta se a gente não resolver um problema maior, que é garantir a manutenção do arcabouço legal que nos permite sermos considerados servidores públicos , completou.

5º Contec

Após o debate, os participantes escolheram a delegação do Rio Grande do Sul para o 5º Contec, que ocorre no dia 12 de dezembro, por videoconferência. Os delegados e delegadas do estado serão Arlene Barcellos (JT), Anderson Mangine (MPU), Rodrigo Mércio (JE) e Rosana Sacco dos Anjos (JF). Como observadores, participam Fagner Azeredo (JF), Gerson Cidade (JF), Luciana Krumenauer (JF) e Paulo Guadagnin (JT).