O Sintrajusc, que representa os servidores e servidoras do Judiciário Federal em Santa Catarina, realizou, nessa segunda-feira, 18, ato público cobrando justiça após a morte do colega Cezar Mauricio Ferreira após abordagem policial. Ele teve um mal súbito enquanto dirigia, mas a polícia, em vez de chamar uma ambulância, confundiu os sintomas de infarto com os de embriaguez. Ferreira foi levado para a prisão, onde morreu horas depois.
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O ato reuniu servidores e servidoras em frente ao TRT12. Conforme o sindicato, o ato exigiu “apuração rigorosa, rápida e transparente das circunstâncias de sua morte, ocorrida no dia 19 de julho”.
O sindicato e os colegas também defenderam a aprovação do projeto de lei que leva o nome de Cezar Mauricio Ferreira, proposto pelo deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT). O projeto estabelece diretrizes para a atuação dos agentes de segurança pública do Estado de Santa Catarina em abordagens a indivíduos que apresentem sinais de alteração do estado de consciência ou de comportamento, com vistas à adequada articulação entre as ações de segurança pública e os serviços de atenção à saúde.
Conforme dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH) em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a cada sete mortes violentas no Brasil, uma foi ocasionada por intervenção policial em 2023. Cerca de 17 pessoas foram mortas por dia em ações de agentes de segurança pública, sendo que oito em cada dez vítimas eram negras, e ao menos sete em cada dez eram adolescentes ou jovens. Naquele ano, último sobre o qual já se tem dados completos, foram mais de 6 mil mortes por violência policial no país.










