Reportagem publicada na última semana pela Agência Pública aponta que 830 mil estudantes brasileiros não têm água para beber na escola. Os dados são do Censo Escolar de 2024, que mostra que quase 650 mil alunos estudam em unidades sem acesso à água potável, e outros 180 mil frequentam escolas onde não há qualquer fornecimento.
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A reportagem, disponível na íntegra AQUI, mostra que o problema está espalhado por todo o país. E que isso afeta diretamente a qualidade do ensino: “Na prática, a escassez reduz a atenção, prejudica a concentração e acelera a fadiga dos estudantes”, diz o texto. Em entrevista à Pública, a psicóloga e professora da regional de ensino do Distrito Federal Cheila Dias destaca que a falta de um direito básico como a água dificulta o aprendizado, pois os alunos cansam mais rápido e aprendem menos: “a água inadequada altera o humor, aumenta a irritabilidade e diminui o engajamento em sala de aula, além de fragilizar o vínculo com a própria escola. (…) quando a criança percebe que o ambiente não garante condições básicas, começa a evitar beber, falta mais e corre maior risco de evasão. Além disso, a normalização dessas condições comprometeria a formação cidadã”, diz a reportagem.
As escolas identificadas com essa carência estão presentes em 26 estados, sendo a maioria delas concentrada nas regiões Norte e Nordeste do país, tendo o Pará na liderança, com 1,9 mil colégios sem acesso à água potável até 2024.
Gestão por metas proposta pela reforma administrativa de Motta é um embuste
Em meio a esse difícil cenário, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REP-PB) quer emplacar uma proposta que pode punir professores e diretores por esse tipo de problema. A reforma administrativa (PEC 38/2025) defendida por Motta cria um sistema de metas individuais e coletivas como critério para o direcionamento de gastos públicos e para as próprias carreiras dos servidores públicos em diferentes órgãos. A realidade mostra que é impossível cumprir metas se alunos e alunas não têm sequer acesso a boas condições de ensino.
31 já retiraram assinaturas; envie mensagens aos deputados
Dos 171 deputados e deputadas que assinaram a proposta de reforma administrativa (PEC 38/2025) de Hugo Motta (REP-PB) e Pedro Paulo (PSD-RJ), 31 já retiraram suas assinaturas. Neste momento, é importante pressionar deputados e deputadas em todos os espaços. Por isso, a CUT criou a plataforma Na Pressão. Por ela, é possível enviar mensagens diretamente aos e-mails, redes sociais e Whatsapp dos parlamentares. Acesse AQUI, escolha o seu estado, selecione o parlamentar e o canal e envie sua mensagem dizendo não à reforma administrativa!

Com informações da Agência Pública
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil













