SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE

CULTURA

Na mesma semana, música brasileira perde Bebeto Alves e Gal Costa

Nesta semana, a música brasileira perdeu dois importantes artistas. Bebeto Alves, 68 anos, cantor e compositor gaúcho, morreu na última segunda-feira, 7, e Gal Costa, 77 anos, cantora baiana, nesta quarta-feira, 9.

Bebeto Alves, dono de uma trajetória de 40 anos, teve 18 álbuns lançados, entre carreira solo e muitas parcerias, entre eles, o projeto Juntos, com Totonho Villeroy, Nelson Coelho de Castro e Gelson Oliveira. Bebeto deixa “pegadas” na música do Rio Grande do Sul, como diz o seu álbum de mesmo nome, lançado em 1987.

Gal Costa, possuidora de uma das vozes mais belas e potentes, alcançando agudos inimagináveis, ícone da música popular brasileira, deixa uma carreira tão longa (57 anos) quanto rica. Ficou conhecida ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, com o grupo Os Doces Bárbaros, responsável pelo disco “Tropicália ou Panis et Circensis”, símbolo do movimento Tropicalista. Desde lá, acumulou hits como “Baby”, “Sua estupidez”, “Vaca Profana”, entre muitos outros.

Ambos os artistas deixam um legado cultural muito rico e importante, que não se encerra com a partida deles, uma vez que plantaram sementes da boa música e da resistência. Partiram, mas suas obras permanecerão para sempre vivas. Como escreveu Caetano Veloso, em letra eternizada na voz de Gal Costa, em plena ditadura civil-militar, “É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”.