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Com a execução do Hino Nacional e a apresentação do coral Arte Encanto, teve início, na tarde desta sexta-feira, 26, em Caetés (MG), o 8º Congresso da Fenajufe. Delegados de todos os sindicatos filiados ficarão reunidos, até dia 30, para decidir, entre outros pontos, o plano de lutas e a nova direção da federação. O Sintrajufe/RS participa com 46 representantes eleitos em assembleia dia 16 de março.

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A primeira mesa fez uma saudação a todos e reuniu os coordenadores da federação Zé Oliveira (também diretor do Sintrajufe/RS), Jacqueline Silva de Albuquerque, que representou a CUT Nacional, e Ramiro López; Lúcia Bernardes, representando o Sitraemg, sindicato anfitrião; Raúl Vazquez, da Associação dos Funcionários Judiciários do Uruguai; Oscar Ibaí±es, da Federação Judicial da Argentina; o deputado federal Roberto Policarpo (PT-DF); e Paulo Armengol, da CSP Conlutas.
Vazquez falou da necessidade de unificar as lutas dos trabalhadores. O dirigente afirmou que é impossível querermos transformar uma sociedade se não somos capazes de transformar a nós mesmos . Sobre o Congrejufe, ele desejou aos presentes que as lutas se transformem em conquistas para os trabalhadores do Judiciário.
O representante da CSP Conlutas afirmou que a classe trabalhadora vive um momento de resistência contra os ataques do capitalismo. No Brasil, segundo ele, 47% das riquezas vão para o pagamento da dívida pública, e o governo não melhora em nada a saúde dos trabalhadores e a educação.
Ao falar em nome da Central única dos Trabalhadores, Jacqueline disse que a Central tem apresentado propostas não apenas para os servidores públicos, mas também para os trabalhadores da iniciativa privada. A dirigente afirmou que a CUT sempre combateu a reforma da Previdência e que este é o momento de unificar os servidores públicos para revogar a reforma . Jacqueline lembrou que a CUT levou mais de 50 mil trabalhadores às ruas, em 6 de março, o que resultou na assinatura da regulamentação da 151 da OIT, que trata da negociação coletiva. A sindicalista ressaltou, também, que os servidores do Judiciário tiveram um reajuste da GAJ, mas não um reajuste salarial, e que essa é mais uma luta com a qual podem contar com a CUT.
O deputado Roberto Policarpo entregou para os coordenadores da Fenajufe uma prestação de contas do mandato. Ele disse que alguns temas são fundamentais em sua luta parlamentar, como o fim da PEC 555, que trata da contribuição previdenciária dos servidores aposentados, e a aposentadoria especial. Para Policarpo, a regulamentação da negociação coletiva e a equiparação salarial com carreiras similares de outros poderes são bandeiras que a categoria não pode perder. Segundo ele, a luta para fazer passar as pautas dos trabalhadores é muito árdua, pois os ruralistas, os banqueiros, os empresários em geral têm suas bancadas fortes, mas os trabalhadores, os movimentos sociais sempre têm suas demandas trancadas no Congresso Nacional e só conseguem destravar com muita mobilização.
Um debate franco e aberto foi o que Zé Oliveira desejou a todos. O dirigente disse que, obviamente, há vários grupos e divergências no interior da categoria, que seriam colocadas em debate durante o Congrejufe. Ele concluiu, no entanto, que esse processo precisa se dar maneira fraterna para que, ao final, a categoria como um todo saia unida e fortalecida.
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Foi exibido um vídeo sobre a trajetória da Fenajufe, resgatando a formação da entidade, a formação, as primeiras mobilizações e, logo após, o escritor Frei Betto fez uma palestra sobre conjuntura. À noite, foi oferecida às delegações uma confraternização com comida de boteco típica mineira, com apresentação do grupo folia de Santos Reis de Lagoa Santa e show de Paola Giannini.
 
Por Rosane Vargas, Sintrajufe/RS, de Caetés, MG









