SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

APOSENTADOS E APOSENTADAS

Quintativa do NAF, dia 26/3, terá visita a exposições de artistas mulheres no Centro Cultural da Ufrgs

Na próxima quinta-feira, 26, será realizada a primeira Quintativa de 2026 do Núcleo de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintrajufe/RS (NAF). A atividade será uma visita guiada a quatro exposições de artistas mulheres. “Agrito”, de Brunna Alexsandra, com curadoria Izis Abreu e Rosane Vargas (jornalista do Sintrajufe/RS); “Cardume”, de Alba Carvalho; “Palavrar”, de Elida Tessler; e “Ũ si ag kujej tu kykre kãgkra: fios que conectam a sabedoria ancestral na trilha da arte”, da artista visual kaingang Vera Kaninhka. As mostras, com entrada gratuita, estão em cartaz no Centro Cultural da Ufrgs (rua Eng. Luiz Englert, 333, Porto Alegre). O ponto de encontro será diretamente na entrada do prédio, no térreo, às 14h30min.

Sobre as exposições

A exposição “Agrito”, da artista visual, muralista e escritora Brunna Alexsandra, reúne retratos em grande formato, de figuras que sintetizam experiências e questões ligadas à representatividade, à identidade e ao pertencimento, com foco na mulher negra. O título “Agrito” nasce de um verbo criado pela própria artista. “Agritar”, em sua definição, ultrapassa a ideia de gritar. Trata-se de uma amplificação coletiva de vozes marginalizadas, entre elas as de mulheres negras, cujas trajetórias são atravessadas por desigualdades de gênero e raça no Brasil.

Um dos eixos centrais da exposição é a participação do público: visitantes poderão registrar suas respostas à pergunta “o que te faz agritar?” em um mural coletivo. A proposta é transformar a experiência individual em manifestação compartilhada, ampliando o sentido de “agritar”.

Integrando o projeto Grafite de Giz, a artista cuiabense Alba Carvalho traz seu “Cardume” para o painel de entrada do Centro Cultural da UFRGS. A obra é inspirada no siriri, dança típica da cultura pantaneira e ribeirinha da região centro-oeste do Brasil. “Me interesso pelo movimento coletivo que aproxima os corpos das mulheres da ideia de uma formação em ‘cardume’”, conta a artista.

“Palavrar” é uma instalação de Elida Tessler que se espalha pelos três andares do Centro Cultura. São pratos de porcelana com verbos no infinitivo retirados do livro “A arte no horizonte do provável”, de Haroldo de Campos. As peças estão distribuídas pelas paredes em arranjos dispersos, que remetem a constelações estelares.

Vera Kaninhka articula memória, território e ancestralidade, conectando saberes tradicionais de seu povo às linguagens da arte contemporânea. Por meio de grafismos, narrativas visuais e investigações sobre identidade indígena, ela constrói poéticas que reafirmam a presença kaingang no cenário artístico atual, valorizando a transmissão intergeracional de conhecimentos e a resistência cultural.

Logo após a visita às exposições, os e as visitantes poderão participar da oficina de arte “ELA: Homenagem com técnicas mistas”. A oficina propõe um diálogo entre o mês da mulher e as quatro exposições. A partir da mediação das mostras, o público é convidado a falar sobre memórias de mulheres importantes em suas trajetórias individuais e trabalhar essas memórias em diferentes técnicas e materiais para a criação de obras-homenagens.

Inscrições

Para participar da Quintativa, sindicalizados e sindicalizadas (aposentados, aposentadas e pensionistas) devem se inscrever até as 18h da quarta-feira, 25, pelo e-mail [email protected], pelo WhatsApp (51) 98012-6003 ou pelo telefone (51) 3235-1977, com Carla.

A recomendação é que os e as colegas usem calçados e roupas confortáveis, compatíveis com a temperatura.