SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

APOSENTADOS E APOSENTADAS

Na Quintativa de maio, colegas visitaram exposição “Indumentárias Ancestrais” e refletiram sobre a vestimenta como arquivo de memória

No dia 27 de maio, foi realizada a Quintativa do Núcleo de Aposentados, Aposentadas e Pensionistas do Sintrajufe/RS (NAF). Dessa vez, a atividade foi uma visita mediada à exposição “Indumentárias Ancestrais”, em parceria com a plataforma Oríkì – Arte Afrodiaspórica, no Espaço Força e Luz. A programação também marcou o lançamento da plataforma Oríkì, propondo reflexões sobre memória, ancestralidade e identidade a partir da indumentária como linguagem. A jornalista do Sintrajufe/RS e historiadora da arte Rosane Vargas é uma das curadoras da plataforma.

Participaram da Quintativa colegas aposentados e aposentadas da Justiça do Trabalho, da Justiça Eleitoral e da Justiça Federal. A visita foi mediada por Patrícia Machado Gestora de Acervo e Educação Museal do Núcleo de Patrimônio Cultural.

A mostra apresenta os resultados de uma pesquisa realizada entre Rio Grande do Sul, Bahia e Angola, investigando as vestimentas de mulheres negras nos séculos XVIII e XIX. Com curadoria de Caroline Ferreira, Claudia Campos, Déborah Silva e Izis Abreu, reúne recriações de trajes históricos, jóias, fotografias e documentos, evidenciando continuidades culturais da diáspora africana.

Na mostra, a vestimenta é entendida como um arquivo de memória. A partir de pesquisas históricas, iconográficas e documentais, Izis Abreu investiga como mulheres negras foram retratadas – ou apagadas – nos séculos XVIII e XIX, especialmente através das vestimentas, fotografias e registros históricos. A exposição é fruto de pesquisa histórica e iconográfica realizada por Izis Abreu, mapeando os contextos das vestimentas e indumentárias de mulheres negras nos séculos XVIII e XIX. O recorte geográfico conecta o Rio Grande do Sul, a Bahia e Angola. Durante sua formação em História da Arte, a pesquisadora identificou o profundo viés colonial nas narrativas sobre vestuário, evidenciando como os acervos museológicos tradicionais historicamente silenciaram e desvalorizaram as produções e a dignidade das mulheres negras. Utilizando arquivos e fotografias históricas como metodologia, a curadoria opera uma inversão crítica dessa narrativa.

Após a visita, o grupo finalizou a Quintativa confraternizando no Estação Cafés, que fica nas proximidades do local onde ocorre a exposição.