SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

BANQUEIROS DO TRILHÃO

Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021 é sancionada com vetos, cortando recursos da saúde e da educação e beneficiando dí­vida

Nesta sexta-feira, 23, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a lei 14.144, sancionada com vetos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que estima a receita e fixa a despesa da União para o exercí­cio financeiro de 2021. Os vetos ao orçamento de 2021 retiram dinheiro, principalmente, da saúde e da educação. O orçamento destinado para obras também foi prejudicado.

A receita da União para o exercí­cio financeiro de 2021 foi fixada no montante de R$ 4.325.425.491.973,00, com despesa em igual valor. Apesar de a crise sanitária do coronaví­rus atingir recordes no paí­s, a verba para a pasta da saúde perdeu R$ 2,2 bilhões em recursos vetados. No caso do Ministério da Educação, foram vetados R$ 1,1 bilhão. O bloqueio nesta pasta foi de R$ 2,7 bilhões.

A aprovação do orçamento de 2021 envolveu um esforço do governo para cortar ao máximo os investimentos no funcionamento do serviço público, a exemplo do veto à autorização para criação de cargos na Polí­cia Militar e no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, que são custeados pela União.

Com o veto parcial ao orçamento aprovado pelo Congresso, Bolsonaro seguiu a orientação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Emendas parlamentares e banqueiros beneficiados; aposentados e desempregados prejudicados

O Legislativo, por sua vez, obteve vantagens, preservou mais de R$ 16 bilhões para emendas parlamentares, que são os recursos direcionados por deputados e senadores a projetos de suas bases eleitorais.

Contudo, boa parte do orçamento vai mesmo para os bancos. Os valores reservados para o refinanciamento da dí­vida pública (R$ 1.603.521.711.208,00) é maior do que destinado à seguridade social, que abrange saúde, previdência e assistência social.

Houve ainda cortes na previsão de despesas obrigatórias, como aposentadorias e seguro-desemprego, que ficaram abaixo do suficiente para garantir os pagamentos até o fim do ano.

A receita total estimada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 4.181.004.169.000,00, incluí­da aquela proveniente da emissão de tí­tulos destinada ao refinanciamento da dí­vida pública federal, interna e externa, sendo distribuí­da na forma do:

â–º Orçamento Fiscal: R$ 1.704.616.731.497,00;
â–º Orçamento da Seguridade Social: R$ 872.865.726.295; e
â–º Refinanciamento da Dí­vida Pública Federal: R$ 1.603.521.711.208,00, constantes do Orçamento Fiscal.

A despesa total fixada nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social é de R$ 4.181.004.169.000,00, incluí­da aquela relativa ao Refinanciamento da Dí­vida Pública Federal, interna e externa, assim distribuí­da:

â–º Orçamento Fiscal: R$ 1.417.386.242.651,00, excluí­dos os gastos com refinanciamento da dí­vida;
â–º Orçamento da Seguridade Social: R$ 1.160.096.215.141,00.
â–º Refinanciamento da Dí­vida Pública Federal – R$ 1.603.521.711.208,00.

No caso do orçamento de investimento, as fontes de recursos para financiamento das despesas somam o valor de R$ 144.421.322.973,00, com despesa fixada em igual valor.

Sintrajufes/RS, com informações de Queiroz Assessoria, UOL e Folha de S. Paulo