Acontece entre os dias 8 e 14 de março, com programação prevista em diversos países, a Jornada Continental de Ação pelo Direito à Migração. O Rio Grande do Sul também deve receber atividades da jornada. Estão previstas atividades em 10 países.
Notícias Relacionadas
O evento, de caráter internacional, teve sua realização definida em conferência continental realizada na Cidade do México em setembro do ano passado. Na ocasião, participaram 127 delegados de oito países das Américas. O Brasil teve 18 representantes.
O objetivo da Jornada Continental marcada para março é denunciar as políticas imperialistas que geram deslocamentos em massa, assim como reivindicar a migração como um direito humano. Essa luta é ainda mais necessária no contexto do governo de Donald Trump nos Estados Unidos e sua política com relação tanto aos migrantes quanto à soberania dos outros países.
“A política migratória dos Estados Unidos sob Donald Trump endureceu ao extremo as barreiras à entrada no país, desenvolve a perseguição numa verdadeira caçada aos migrantes, que são expulsos à escala de dezenas de milhares, em condições desumanas, separa famílias e crianças de seus familiares, mantém detidos em condições terríveis e deporta para terceiros países. Isso, sim, é um crime contra a humanidade! A busca por melhores condições de vida pelos trabalhadores do continente é um direito!”, diz o texto de divulgação da Jornada, que também destaca que “a política imperialista é a principal causa das migrações, forçadas pelas políticas de ‘livre comércio’, de ‘ajustes estruturais’, de ‘guerra ao terrorismo’ e de ‘guerra às drogas’ que deslocam populações, e são sistematicamente utilizadas contra a soberania nacional”.
A população imigrante dos EUA atingiu um máximo histórico de 53 milhões em janeiro de 2025 (15,8% da população). Em 2023, o número de “imigrantes não autorizados” alcançou a maior quantidade da história: 14 milhões de pessoas. Eles vêm principalmente do México, El Salvador, Guatemala, Honduras, Venezuela, Brasil, Colômbia, Cuba, Nicarágua, Peru, Haiti e República Dominicana.
O manifesto de convocação da Jornada lembra ainda que a resistência contra as políticas de Trump vem crescendo em manifestações nas ruas nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, essa luta está em outros países da região: “Em vários países, como Brasil, México e Colômbia, os povos lutam contra a ingerência imperialista e seus agentes, como Bolsonaro e seus generais. Em outros casos, como Equador, Peru e Argentina, lutam contra regimes títeres. São expressões de uma mesma causa: a defesa da soberania nacional”.
Foto: reprodução Facebook













