Com 128 moradores, o Asilo Padre Cacique, em Porto Alegre, pode ter de fechar as portas. A crise financeira da instituição, que apresenta um déficit de R$ 6,5 milhões, já causou a demissão de funcionários e impede que o asilo receba novos moradores. Segundo a administração, cada um custa, em média, R$ 6,5 mil por mês.
Desde que a situação foi divulgada, a comunidade se mobilizou para fazer doações de itens como cobertores, roupas, café, açúcar, margarina, bolachas, enlatados, massas, arroz, farinha, feijão, detergente, sabão em pó, cremes, sabonetes e fraldas geriátricas, entre outros.
As doações foram recebidas com alívio pelo presidente do asilo, Edson Brozoza. No entanto, ele salienta que a instituição precisa, também, de recursos financeiros: Não adianta eu ter a comida e dispensar os cozinheiros . Por isso, ele faz um apelo à comunidade: Se não for pedir muito, gostaria que cada uma dessas almas caridosas, por favor, convencesse um empresário a ser nosso padrinho. Ele não vai gastar nada, é renúncia fiscal: basta destinar para o Fundo Municipal do Idoso 1% do que ele paga de Imposto de Renda . Doações em dinheiro com dedução no IR também podem ser feitas por pessoas físicas. As informações estão, completas, no site do Asilo Padre Cacique.
O Asilo Padre Cacique é uma organização não governamental sem fins lucrativos, fundada em 19 de junho de 1898 pelo padre baiano Joaquim Cacique de Barros. Atualmente, abriga 128 idosos, entre homens e mulheres. Desses, em torno de 40% não têm qualquer vínculo familiar e, por essa razão, dependem de uma relação afetiva com os funcionários e voluntários da instituição.








