SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Nas ruas de Porto Alegre, mulheres criticam governo e defendem direitos no #9M

Em um ato marcado pela unidade, cerca de duas mil pessoas, a grande maioria mulheres, estiveram na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre, nessa segunda-feira, 9, para fortalecer, nas ruas, a luta contra as diversas formas de violência contra as mulheres. O chamado “#9M” prolongou para o dia 9 de março as mobilizações iniciadas na véspera, Dia Internacional das Mulheres, e apontou a continuidade das lutas das trabalhadores e dos trabalhadores para o restante do mês.

O Sintrajufe/RSque participou ativamente de toda a Construção do ato, participando dos Coletivos de Segurança e de Comunicaçãoesteve presente no ato e, ainda na Esquina Democrática, durante a concentração que esquentava as manifestantes para a marcha, a diretora Arlene Barcellos falou no caminhão de som em nome do sindicato. Ela denunciou o desmonte dos serviços públicos, dos direitos e da democracia que vem sendo imposto pelos governos de Jair Bolsonaro (sem partido), Eduardo Leite (PSDB) e Nelson Marchezan Jr. (PSDB), destacando que são as mulheres as mais atingidas por esses processos. Arlene lembrou o exemplo do Chile, onde, no domingo, 8, cerca de dois milhões de mulheres estiveram mobilizadas e convocou as presentes a continuarem nas ruas. A dirigente destacou os atos marcados para os dias 14 e 18 deste mês, e garantiu: “em defesa do serviço público, dos direitos, das mulheres, da classe trabalhadora, estamos juntas!”.

Um grande número de movimentos, sindicatos, centrais sindicais e partidos polí­ticos estiveram representados na manifestação. Figuras públicas de destaque como Fernanda Melchionna (PSOL) e Manuela D'ávila (PcdoB), ambas pré-candidatas à Prefeitura de Porto Alegre, e Maria do Rosário (PT) e Sofia Cavedon (PT), deputadas, também estiveram presentes e fizeram falas durante o protesto. Além disso, muitas mulheres que não fazem parte de nenhuma organização também foram às ruas para dizer “chega” à violência de gênero e aos governos que a alimentam a partir de discursos machistas ou do desmonte de polí­ticas públicas. As crí­ticas ao governo Bolsonaro foram reiteradas nas diversas falas ao microfone e também nos cânticos entoados de ponta a ponta durante a caminhada, que seguiu pela avenida Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares.

Durante a caminhada, a diretora do Sintrajufe/RS Ana Naiara Malavolta falou em nome da Marcha Mundial das Mulheres (MMM). Ela lembrou que Bolsonaro tem “as mãos sujas de sangue” de mulheres ví­timas de violência, da juventude nengra, de LGBTs e de mulheres idosas agora prejudicadas pela reforma da Previdência. O discurso machista e misógino de Bolsonaro, combinado ao desmonte dos serviços públicos e dos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, vem ampliando a preocupação com a vida das mulheres brasileiras. Naiara ainda convocou todas e todos para as próximas atividades marcadas para o Março das Mulheres, reforçando a necessidade de fazermos estas lutas na rua, ao lado da classe trabalhadora. No encerramento de sua fala utilizou a frase alusiva à 5ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que ocorre este ano no mundo inteiro: “Resistimos para viver, marchamos para transformar”.

1ª Jornada Feminista Plurissindical e luta em defesa dos serviços públicos e da democracia

As mobilizações de março tiveram iní­cio no dia 8, com uma panfleteação na orla do Guaí­ba e ensaio de Blocos Feministas de percussão, continuaram com a marcha do #9M e seguem nas próximas semanas. O Sintrajufe/RS, juntamente com outros seis sindicatos (Sindipetro/RS, Sindágua/RS, Semapi/RS, Sindibancários/POA, Assufrgs e Fetrafi), está promovendo a 1ª Jornada Feminista Plurissindical, com o tema Feminismo para mudar o mundo do trabalho , cuja faixa foi levada ao ato dessa segunda-feira. A programação da Jornada, que pode ser conferida na í­ntegra AQUI na qual as dirigentes sindicais e especialistas debaterão o tema “Violência de Gênero no Mundo do Trabalho – assédio moral, assédio sexual, apagamento feminino e sexismo”.

Além da Jornada Feminista Plurissindical, o dia 18 de março será um importante momento de mobilização das trabalhadoras e dos trabalhadores. No Sintrajufe/RS, a categoria aprovou em assembleia geral a adesão à greve nacional do Judiciário Federal, definida pela Fenajufe. Também haverá greve nacional da Educação e diversas outras categorias e movimentos mobilizados em defesa dos serviços públicos e da democracia.