No sábado, 7, em Brasília, a Fenajufe realizou uma reunião ampliada, com a presença de delegadas e delegados de todo o país, para discutir a mobilização da categoria frente aos ataques do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), com a preparação de fortes atividades no dia 18, a defesa de direitos e da democracia e envio de caravanas à capital federal. A delegação do Sintrajufe/RS foi composta pelas diretoras Alessandra Andrade, Ana Naiara Malavolta, Arlene Barcellos, Clarice Camargo e Luciana Krumenauer; pelos diretores Fabrício Loguercio e Marcelo Carlini; pela colega Elaine Craus (JT POA); e pelo colega Fagner Azeredo (JF Novo Hamburgo). Também estavam presentes, pela coordenação da Fenajufe, os diretores do sindicatoEdson Borowski e Ramiro López, e o colega Cristiano Moreira (JT POA).
Indo ao encontro da avaliação feita na ampliada, nesta segunda-feira, 9, em viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro reafirmou que é leal às políticas econômicas de Paulo Guedes , o que significa mais precarização no trabalho, falta de investimentos e ataques aos servidores. A queda do petróleo e das bolsas e o aumento dos casos de coronavírus, o qual, segundo o ministro da Economia, foi a gota d™água para uma crise econômica mundial serão o cenário certamente usado como desculpa para o governo agilizar suas propostas de redução de salários dos servidores.
Veja as resoluções aprovadas:
Resolução 1
A Fenajufe é contra a reforma administrativa em sua totalidade e convoca a categoria a participar ativamente das mobilizações para derrotá-la em conjunto com os demais servidores(as).
No correr da luta, devemos nos valer de todos os instrumentos possíveis para inviabilizar a perda de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público.
Resolução 2
1. Reunida em 7 de março, véspera do Dia Internacional da Mulher, os delegados e delegadas à Plenária da Fenajufe em Brasília lançam um alerta e um chamado à categoria frente aos últimos acontecimentos.
2. Depois de negar, Bolsonaro, pouco antes de viajar aos Estados Unidos, convoca atos no dia 15 de março em defesa do seu governo e do programa de Paulo Guedes, contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade, nos termos da lei em vigor e alimenta movimentos autoritários incompatíveis com a democracia.
3. É inegável que Bolsonaro tem um plano. Já são mais de 2500 militares em cargos de chefia e assessoramento, mesmo seus aliados ou ex falam na preparação de um golpe. O governo sabe que as duras condições de vida da maioria do povo já se tornam insuportáveis, agravadas pelo PIB de 1,1% e o abalo da economia mundial.
4. A defesa dos direitos e da democracia andam juntas. Não será este Congresso que atacou os direitos trabalhistas e prossege na MP 905 e que feriu gravemente a Previdência Social que garantirá os direitos, os serviços públicos e a democracia.
5. Por isso, a Federação reafirma os eixos do dia 18 de março, discutido com as centrais sindicais e federações: A defesa dos serviços públicos, direitos, empregos e da democracia e chama toda a categoria a tomar as ruas, ao lado de outros trabalhadores e trabalhadoras do setor público e privado, única saída para deter o caminho ao abismo.
Brasília, 7 de março de 2020.










