Com o tema “As mulheres e a Justiça: desafios contemporâneos”, o Sindicato dos Servidores do Judiciário do Paraná (Sindijus/PR) promoveu, nos dias 18 e 19 de outubro, o 2º Encontro de Mulheres do Judiciário Paranaense. A diretora do Sintrajufe/RS Mara Weber foi uma das painelistas convidadas.
O Encontro teve como objetivo debater a posição das mulheres no contexto da justiça, fazendo essa reflexão a partir de uma perspectiva de cidadania e conquista de direitos ou, por outro lado, de exclusão e perda desses direitos. Assim, o evento voltou-se para discutir o lugar de fala e os espaços ocupados pelas mulheres, assim como os vários tipos de violência a que são submetidas. Foram debatidos temas como o assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho, o lugar de fala da mulher servidora e jurisdicionada, as relações de poder, a violência contra as mulheres, a saúde das mulheres, bem como o acesso à justiça. Participaram colegas do Judiciário Federal do Rio de Janeiro e do Judiciário Estadual do RJ, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de diversas regiões do Paraná.
A diretora do Sintrajufe/RS Mara Weber ministrou, no dia 19, a palestra “Saúde e qualidade de vida da mulher”. Em sua fala, a dirigente apresentou reflexões sobre a questão do trabalho, do tempo e da vida das mulheres. Destacou a dificuldade na disponibilidade do tempo de vida para as mulheres, considerando a sobrecarga a que estão submetidas. Mara lembrou que todas as pesquisas demonstram que, independentemente de renda, são as mulheres que ainda se dedicam mais horase, em alguns casos, quase que com exclusividadeao cuidado de filhos, de idosos, pai, mãe, e também às atividades domésticas em geral. Ao mesmo tempo, na palestra, Mara trabalhou a questão de saúde e dos problemas de assédio nos locais de trabalho e das diversas formas de violência a que as mulheres estão submetidas dentro e fora do ambiente laboral.
Conforme Mara, “foi um encontro muito afetivo, muito rico. Gerou muita troca de experiências, assim como o fortalecimento das mulheres presentes, em uma rede de solidariedade. A ideia é que haja integração nesse trabalho de reflexão e debate em torno das pautas das mulheres, tanto na região sul, com Judiciário Federal e Judiciário Estadual, quanto, também, em um coletivo nacional, com as duas federações”, destacou.










