Seis funcionários da Trensurb tiveram seus contratos de trabalho suspensos pela empresa como represália à participação nas mobilizações da última sexta-feira, 14, quando a classe trabalhadora construiu uma greve geral na luta contra a reforma da Previdência. A lamentável atitude da empresa é mais uma tentativa de criminalização das lutas dos trabalhadores. O Sintrajufe/RS soma-se ao repúdio manifestado pelo Sindimetrô/RS a respeito do caso. Veja abaixo a nota da entidade que representa os trabalhadores metroviários:
“O Sindimetrô/RS vem a público manifestar o seu repúdio à direção da Trensurb pela atitude autoritária e tentativa de criminalizar o movimento da classe trabalhadora, com a suspensão do contrato de trabalho de seis funcionários.
No dia 14 de junho, os trabalhadores do país estavam exercendo o seu direito constitucional de realizar a greve. No caso dos metroviários, cumprindo todos os trâmites legais e, inclusive, com divulgação na mídia sobre a realização da paralisação.
Cabe salientar que, por ter sido informada com a devida antecedência, a população sequer foi às estações procurar esse transporte. No entanto, numa visível prática antissindical, a empresa fazia circular trens vazios e tentava coagir funcionários para furarem a greve.
Diante disso, coube aos dirigentes sindicais o dever de proteger e garantir aos demais trabalhadores o direito de greve, aquilo que os chefes tentavam impedir que acontecesse.
A direção da Trensurb, mantida pelo governo Bolsonaro, autor da famigerada reforma da Previdência, quer calar a voz da categoria.
No presente caso, não houve sequer uma acusação formal por parte do agente policial e a punição sumária a que os colegas foram submetidos é arbitrária, violenta e antidemocrática.
Essa atitude remete aos piores tempos da ditadura! O administrador nomeado se traveste de juiz e pune, sem respeitar o rito jurídico e a Constituição Federal.
É necessário que o movimento sindical, popular e estudantil, além da solidariedade ativa, exija a revogação imediata dessas punições carregadas de ilegalidades e autoritarismo.
Diretoria do Sindimetrô/RS
Porto Alegre, 18 de junho de 2019″









