SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Mesmo após protestos e crí­ticas à segurança eleitoral, plenário do TRE fica vazio durante auditoria das urnas

Nesta semana, o TRE-RS realizou a auditoria de urnas eletrônicas utilizadas no primeiro turno das eleições. Nas urnas auditadas, houve 100% de coincidência dos votos digitados nas urnas eletrônicas com o relatório do Sistema de Apoio à Votação Paralela e com as anotações feitas nas planilhas pelos fiscais presentes, mostrando a confiabilidade do processo.

A auditoria foi determinada pelo presidente do TRE-RS, desembargador Jorge Luí­s Dall™Agnol, que aceitou solicitação do Ministério Público Eleitoral relativa a um questionamento sobre problemas técnicos apresentados no dia da votação.

Durante a eleição, alguns eleitores espalharam notí­cias falsas sobre problemas nas urnas e, nos últimos dias, houve pequenos protestos em frente ao Anexo do TRE-RS. Mesmo assim, durante a maior parte do tempo, a auditoria das urnas realizada nesta sexta-feira não foi acompanhada por ninguém no plenário, apesar de aberta à população.

Na última terça-feira, 16, repetindo o que já fizera no domingo, 14, um pequeno grupo protestou em frente ao Anexo do TRE-RS, em Porto Alegre, alegando fraude nas urnas. Com o barulho, perturbaram o trabalho dos servidores da Justiça Eleitoral, e, como a manifestação ocorreu no final da tarde, alguns servidores que já estavam deixando o local se sentiram intimidados. Entre outras coisas, o grupo gritava, de forma irresponsável, “queremos transparência”. Porém, na hora de acompanhar a auditoria das urnas realizada nos dias seguintes, os manifestantes não se fizeram presentes.

O Sintrajufe/RS tem buscado diálogo com os colegas e, a partir dessas conversasrealizadas, inclusive, em assembleias de base “ vem cobrando ações da administração do tribunal no sentido de esclarecer a população sobre a confiabilidade do processo eleitoral e de garantir a segurança dos servidores.

No primeiro turno, eleitores denunciaram o que seriam “fraudes” nas urnas. Muitas denúncias já desmascaradas como sendo “fake news”. Essas manifestações irresponsáveis têm atuado para colocar em suspeita o trabalho da Justiça Eleitoral e a atuação de seus servidores. Houve, inclusive, casos de agressões e ameaças a mesários e servidores. Por outro lado, no iní­cio desta semana um colega do TRE-RS publicou ví­deo em que esclarece que as urnas eletrônicas são seguras e que não é possí­vel alterar os votos na transmissão ou na totalização dos resultados, graças ao Boletim de Urna.

A auditoria

A auditoria foi realizada em urnas de zonas eleitorais nas quais houve denúncias de problemas. O teste nos equipamentos incluiu sete procedimentos: conferência dos lacres contra violação dos acessos digitais da urna; conferência do hash (sequência de códigos gerados a cada eleição no evento de lacração do sistema); emissão do boletim de urna e do registro digital do voto (lista emitida após votação e apuração, que permite eventual recontagem); conferência do log (registro temporal das ações na urna); conferência da assinatura digital do software; simulação de nova votação; retirada da FI (mí­dia responsável pelo armazenamento do sistema operacional) e FV (cartão de memória externo para garantir que as informações não sejam perdidas em caso de defeito); substituição das mí­dias e nova carga (urna recebe nova FI e carga de informações para votação); votação paralela (simulação); conclusão, com resultado da auditoria registrado em ata. Nas urnas auditadas, houve 100% de coincidência dos votos digitados nas urnas eletrônicas com o relatório.

Todo o processo de auditoria foi transmitido pelo TRE-RS via Youtube, mas os ví­deos até agora não alcançaram muitas visualizações.