Exames, prevenção e incidência do câncer de mama ainda causam muitas dúvidas. Neste ano, segun do o Instituto Nacionl de Câncer (Inca), são esperados 59.700 novos casos no país. O Outubro Rosa, mês em que há várias ações sobre prevenção e tratamento da doença, é um bom momento para ampliar as informações sobre o assunto. Abaixo, mostramos uma série de verdades e mitos, publicada na revista Saúde.
Mulher que menstrua cedo está mais propensa a ter câncer de mamaVerdade
A menstruação precoce indica que o corpo já está produzindo bastante estrogênio e progesterona, os hormônios femininos, desde cedo. O estrogênio estimula a proliferação das células da glândula mamária; a exposição por longo tempo estrogênio pode ser um fator de risco. Se uma das células é cancerosa, a chance de produzir cópias defeituosas sobe. Pelo mesmo motivo, mulheres que têm filhos apresentam um menor risco de câncer de mama. Isso porque, durante a gestação, a concentração desses hormônios cai devido à interrupção da menstruação.
A mamografia só deve ser realizada a partir dos 50 anosPolêmica
O Inca de fato recomenda esse exame para a população geral só a partir dos 50 anos. No entanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) receitam a mamografia a partir dos 40 anos.
Na faixa de 40 a 50 anos, a indicação é que a mulher se submeta a esse método a cada dois anos (se não houver nenhuma alteração). A partir dos 50 anos, a mamografia deve ser anual. O ideal é procurar um médico para analisar seu risco individual de desenvolver câncer de mama. E, a partir daí, traçar o melhor plano de rastreamento para cada pessoa.
Se minha mãe teve câncer de mama, eu certamente tereiMito
O câncer de mama hereditário corresponde a menos de 5% dos casos. Ou seja, a maioria dos episódios não carrega um forte componente familiar. No entanto, quem possui histórico familiar de câncer de mama ou de outro tipo deve conversar com um oncologista, ginecologista ou mastologista para uma orientação individualizada.
A mulher também pode ser submetida a ultrassonografia e ressonância magnéticaVerdade
A ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas são exames complementares. São indicadas mais comumente para mulheres jovens, que têm os seios naturalmente mais densos. Nessa situação, a mamografia apresenta uma maior dificuldade de detectar eventuais nódulos. A ultrassonografia também ajuda nos casos em que a mamografia se mostra inconclusiva devido à presença de um nódulo.
Prótese de silicone impede a realização de mamografiaMito
Mesmo com implantes, é possível fazer o exame e diagnosticar a doença. Em alguns casos, o médico pode mesmo solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância.
Mulheres que estão amamentando não podem fazer mamografiaMito
Se surge a necessidade de fazer o exame durante esse período, não há inconveniente para a criança. A mãe não precisa ficar um dia distante do filho por causa da radiação.
O autoexame pode substituir a mamografiaMito
Apalpar os próprios seios em busca de nódulos é uma medida importante e deve ser realizada uma vez por mês. Porém, o autoexame detecta massas já palpáveis, geralmente associadas a um câncer de mama mais avançado. A mamografia pode diagnosticar nódulos pequenos, quando é mais provável que a doença não tenha se espalhado.









