SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Setembro Amarelo: a importância da prevenção do suicí­dio e da atenção ao sofrimento psí­quico

Profissionais da área de saúde mental afirmam que uma das principais formas de combater o suicí­dio é conversar, acolher, ouvir e estar atento aos sinais. Para que isso aconteça, é importante não prejulgar e desfazer-se de preconceitos e mitos que rondam o assunto.

De acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, o suicí­dio é um problema de saúde pública. Entre 800 mil e 1 milhão de pessoas morrem por suicí­dio todos os anos no mundo, sendo cerca de 10 mil ao ano no Brasil (1 morte a cada 45 minutos). No Brasil, de cada 100 pessoas, 17 já pensaram em se suicidar; 5 planejaram como fazer e 3 efetivamente tentaram. Entre pessoas jovens, chega a ser a segunda maior causa de morte registrada.

Falar sobre o assunto é um tabu. Por questões religiosas, morais e culturais, o suicí­dio é um tema ainda encoberto por medo e vergonha, algo de que não se fala abertamente. Aqui listam-se alguns dos mitos sobre o assunto:

1. O suicí­dio é uma decisão individual, já que cada um tem seu livre arbí­trioFALSO: quase sempre, a pessoa que tenta o suicí­dio está passando por um sofrimento psí­quico muito grave, necessitando de apoio social e acompanhamento de saúde.

2. Quando alguém pensa em suicí­dio, corre risco para sempreFALSO: um acompanhamento de saúde eficaz e/ou uma rede de apoio social pode resolver esse problema.

3. Quem ameaça se matar não cometerá suicí­dio, quer apenas chamar a atençãoFALSO: a maioria das pessoas que se suicidam fala sobre ou dá sinais de sua intenção semanas ou dias antes de efetivar o ato.

4. Quando a pessoa dá sinais de melhora depois de uma tentativa de suicí­dio, ela não corre mais riscoFALSO: o perí­odo imediatamente posterior à tentativa é o que merece maior atenção e é quando a rede de apoio e atenção à saúde deve estar mais próxima da pessoa.

5. Falar sobre suicí­dio aumenta o riscoFALSO: pelo contrário, falar sobre o assunto pode aliviar a tensão e a angústia de quem está passando por isso.

6. A mí­dia não deve tocar no assunto suicí­dioFALSO: é fundamental que a população conheça, saiba perceber os sinais e onde buscar ajuda. A mí­dia tem a obrigação social de tratar do assunto, mas buscando sempre uma abordagem adequada. 

Sintrajufe/RS, com informações de Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde, Associação Brasileira de Saúde Mental e Associação Brasileira de Psiquiatria.