SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Na sexta-feira, Ocupação Mirabal promove “Dia de Resistência”

A Ocupação Mulheres Mirabal realiza, nesta sexta-feira, 7, um “Dia de Resistência”. Ameaçada de despejo, com reintegração de posse que pode ser cumprida a qualquer momento, a Mirabal terá nesse dia uma série de atividades com o objetivo de fortalecer a resistência. O iní­cio será às 8h30min, com um café da manhã na Ocupação, que fica na rua Duque de Caxias, 380, e a programação completa será divulgada no evento do “Dia de Resistência” no Facebook.

A Ocupação Mulheres Mirabal surgiu em novembro de 2016, com o objetivo de transformar o prédio, então abandonado, em um centro de referência de atenção à mulher, muitas que sofreram violência doméstica, proporcionando atendimento psicológico, jurí­dico e médico. Desde lá, a Ocupação já recebeu e atendeu muitas mulheres, transformando-se, de fato, em um projeto fundamental de combate ao abandono sofrido por mulheres ví­timas de violência. Nesse meio tempo, também passou por diversas negociações para a manutenção do espaço. O Sintrajufe/RS tem sido parceiro do projeto desde seu iní­cio, parceria facilitada também pela proximidade fí­sica da Ocupação com o TRE-Duque.

No evento no Facebook, a Mirabal explica a situação atual e reafirma a disposição de luta: No momento, enfrentamos mais um capí­tulo de violência contra as mulheres, com um mandado de despejo expedido, mesmo após a conquista de um local para seguirmos esse trabalho tão importante! Depois de 7 meses de negociação em um Grupo de Trabalho da Ocupação Mulheres Mirabal composto por diversos órgãos públicos Estaduais e Municipais, foi realizada a cedência de um espaço, feita do Estado para o municí­pio, para a continuidade do trabalho do Movimento de Mulheres Olga Benário, acordo que não foi concretizado por falta de real vontade de encontrar uma solução para a continuidade do trabalho por parte da atual gestão da Prefeitura de Porto Alegre que, por irresponsabilidade e intransigência, nunca dialogou com o Movimento com intenção de efetivar uma resolução do problema, o que se prova quanto a prefeitura não permite, sem nenhuma justificativa, nossa entrada definitiva para o local que nos foi destinado! Sabemos que o mandado pode ser cumprido a qualquer instante! Que a qualquer momento mulheres e crianças ví­timas de violência serão mais uma vez violentadas! Confiamos em nossa luta! Na luta do nosso povo e das bravas mulheres que não temem, se organizam e resistem! Nós resistiremos! Assumimos o compromisso de atuar contra a violência às mulheres e cumpriremos nossa palavra!”.