SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS e outros sindicatos do PJU solicitam que relator do PL 6.613/09 atue por instalação de negociação no STF

Nesta terça-feira, 14, em Brasí­lia, dirigentes de entidades sindicais do Judiciário Federal, entre as quais o Sintrajufe/RS, entregaram em mãos ao deputado federal Leonardo Quintão (MDB-MG), relator do projeto de lei (PL) 6.613/2009, documento no qual solicitam que sejam destinados esforços para a busca de instalação de mesa de negociação do Supremo Tribunal Federal (STF) com a representação nacional dos trabalhadores, desempenhada pela Fenajufe (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União) . Estavam presentes à reunião o diretor do Sintrajufe/RS Cristiano Moreira, a diretora do Sindjufe/BA Denise Carneiro e o diretor do Sitraemg/MG Paulo José.

O PL 6.6.13/09 trata do plano de cargos e salários da categoria e está com a tramitação parada no Congresso Nacional. Durante a reunião, os servidores destacaram a necessidade de apresentação, diante do seguimento da tramitação do projeto, de um substitutivo para atualizá-lo e assegurar a recomposição remuneratória da categoria . O ofí­cio entregue ao parlamentar foi assinado por quatro sindicatos da categoria: Sintrajufe/RS, Sintrajud/SP, Sitraemg/MG e Sindjufe/BA.

Solicitamos ao deputado que, na condição de relator do PL 6.613, oficie o STF para que seja realizada pela nova presidência a reunião de negociação solicitada pela categoria e, a partir dela, se discuta a movimentação deste projeto ou de outro que trate da reposição inflacionária dos servidores , diz trecho de relato assinado pelos dirigentes Cristiano, Denise e Paulo.

O parlamentar salientou as dificuldades orçamentárias do paí­s no atual momento, mas concordou que o debate sobre as reivindicações é o mí­nimo esperado em uma necessária relação democrática com as entidades. Assim, concordou e se comprometeu a enviar, ainda essa semana, o ofí­cio ao Supremo pedindo a instalação de negociação com a Fenajufe. É mais um avanço na árdua luta que teremos que travar exigindo que os órgãos que se reivindicam produtores de Justiça ouçam, antes de qualquer coisa, os seus servidores , prossegue o relato dos dirigentes sindicais.

A reunião ocorreria, inicialmente, no gabinete do deputado, mas acabou sendo realizada no aeroporto de Brasí­lia em decorrência de uma solicitação do parlamentar. Tanto no documento entregue a Leonardo Quintão quanto na conversa transcorrida na reunião, os representantes sindicais ressaltaram que o STF não tem recebido a Feanjufe e tampouco responde a uma solicitação, feita ao final do ano passado, pela instalação de uma mesa de negociação na qual, entre outros temas, a questão da reposição salarial seja debatida.

Conforme reconhecido pelo próprio Supremo Tribunal Federal, inclusive por meio de nota pública, a categoria teve acumulada significativa perda salarial ao longo dos últimos anos, parcialmente satisfeitas pela reposição conquistada através da Lei nº 13.317/2016, cujo final da implementação se aproxima, com previsão do pagamento da última parcela para janeiro de 2019. Assim, remanesce uma alta dí­vida da administração com os servidores pela valorização do qualificado trabalho por eles prestado , observa o documento assinado pelos quatro sindicatos. De 2006 até janeiro de 2019, a previsão é de que a perda no poder aquisitivo acumulada ultrapasse a marca dos 50%, de acordo com o INPC do IBGE e as previsões inflacionárias para os próximos meses.

É inaceitável que a cúpula do Judicário, depois de se autconceder auxí­lio-moradia, se autoconceda reajuste de 16% e siga em silêncio sobre os reiterados pedidos de negociação por parte da Fenajufe e dos sindicatos de base. Essa luta precisará ser prioridade de luta da categoria no próximo perí­odo, combinada com o necessário combate pela revogação da emenda constitucional 95, que congela investimentos públicos por 20 anos , avalia o diretor Cristiano Moreira.

O próximo passo dessa mobilização será no dia 13 de setembro, no ato unificado do funcionalismo em Brasí­lia, marcado para a posse do novo presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Por Hélcio Duarte Filho; fotos: Jane Franco