A saúde do servidor e sua relação com a organização e as relações de trabalho são questões centrais para o Sintrajufe/RS. Em 2016, o sindicato desenvolveu uma ampla pesquisa com a categoria, que representou um salto qualitativo em relação a trabalhos anteriores, permitindo cruzamentos entre vários aspectos do trabalho e o adoecimento. Neste ano, o Sintrajufe/RS realizará uma nova pesquisa, na qual serão aprofundadas as investigações iniciadas há dois anos.
Três universidades federais participam do projeto
Assim como na pesquisa anterior, neste ano o Sintrajufe/RS conta com a parceria de universidades para o desenvolvimento desse projeto. Além da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e da Universidade Federal de Ciências da Saúde (Ufcspa), que auxiliaram o sindicato também em 2016, a novidade é a participação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
A pesquisa terá dois enfoques principais: aprofundar diagnósticos que já foram medidos na pesquisa anterior e desenvolver outras medições que permitam buscar mais informações sobre os principais problemas detectados e suas causas. Nesta edição, o objetivo é ampliar ainda mais o número de respondentes. Para isso, o Sintrajufe/RS contará com o apoio institucional obtido junto a todas as administrações do estado.
Os dados de 2016 evidenciam que há setores da categoria que se mostram mais vulneráveis quando se trata de saúde e assédio moral, por exemplo. Por isso, a Pesquisa 2018 trará questões específicas para oficiais de justiça, agentes de segurança e pessoas com deficiência. Também haverá questões específicas para servidores em teletrabalho: como se trata de uma modalidade de trabalho bastante nova, será importante a produção de dados que permitam estabelecer qual o impacto do teletrabalho na saúde e nas condições de trabalho dos servidores.
Questionário será respondido online
Uma das grandes inovações desta edição é que a categoria poderá responder de onde estiver, com calma, e totalmente online. O tempo médio previsto para que o questionário seja totalmente respondido é de cerca de 30 minutos.
A partir de 14 de maio, cada servidor receberá um e-mail com um link para acesso ao questionário, que poderá ser respondido com utilização de computador, tablet ou celular. O link será enviado diretamente para o e-mail funcional. (ATUALIZAÇÃO EM 28/05/2018: Devido a ajustes técnicos, Pesquisa de Saúde 2018 inicia nesta semana)
O questionário foi totalmente produzido em um aplicativo de pesquisa desenvolvido pelo Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pelotas. O termo de consentimento para participação precisará ser validado antes de começar a responder às questões. Para isso, bastará clicar na opção aceito .
O questionário será dividido por blocos. Ao final de cada bloco, o servidor deverá enviar suas respostas. Caso tenha cometido algum erro nas respostas enviadas, basta corrigir e enviar novamente.
Apoio das administrações
Após a finalização dos estudos feitos pelas universidades e pela equipe de saúde do Sintrajufe/RS, os relatórios da Pesquisa de 2016 foram entregues, no último ano, para as administrações. Em diversas reuniões, a direção do sindicato explicou a metologia, os resultados e como a Pesquisa poderia auxiliar a reduzir os índices de adoecimento. Medidas práticas foram tomadas tendo esses dados como base em todos os ramos, no combate ao assédio moral e no enfrentamento de problemas saúde físicos e mentaissobretudo no TRT4, onde houve espaço para a criação de uma comissão permanente de combate ao assédio moral e a compra de monitores únicos para uso no processo eletrônico, que causaram melhorias imediatas na saúde dos servidores que passaram a utilizá-los adequadamente.
Entendendo a importância da iniciativa, as administrações atenderam à solicitação do sindicato e apoiarão a nova Pesquisa. Esse apoio instituicional se dá, por exemplo, na divulgação junto aos servidores nos meios internos de comunicação e no apoio à orientação para que o acesso à Pesquisa seja facilitado no horário de expediente pelas chefias.
A Pesquisa 2016/2017
A Pesquisa de Saúde 2016/2017 contou com mais de 2.100 respondentes e, entre outras inovações em relação a pesquisas anteriores realizadas pelo Sintrajufe/RS, instituiu a medição do assédio moral e sua relação com conflitos internos na organização do trabalho e formas de monitorar e combater essa forma de assédio.
Uma informação preocupante levantada pela Pesquisa é que alguns índices de adoecimento são maiores na categoria do que na população em geral. O cruzamento de dados permitiu a indicação de possíveis causas para o adoecimento físico e mental dos servidores, o que será aprofundado na Pesquisa 2018.
A Pesquisa não ficou circunscrita ao Judiciário Federal no RS. A importância dos dados levantados e a metodologia utilizada fizeram com que o sindicato participasse de diversos eventos, no Brasil e no exterior. Mais recentemente, o médico do trabalho Fernando Feijó, da assessoria do sindicato e um dos coordenadores da Pesquisa 2016/2017, recebeu o prêmio Doughty Prize durante o International Congress on Occupational Health (ICOH 2018), o maior congresso mundial na área de saúde ocupacional, referente ao estudo sobre a associação entre assédio moral e dor osteomuscular no Judiciário Federal no RS.









