Nesta sábado, 28 de abril, é o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho, data estabelecida pela Organização Mundial do Trabalho (OIT) em 2003, e Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho.
É uma data não somente para lembrar as vítimas, mas reforçar que é fundamental mudar a realidade que torna o Brasil um dos campeões mundiais de acidentes no trabalho. Entre 2012 e 2017, foram notificadas 14.412 mortes por acidentes no trabalho no país e mais de 30 mil amputações de membros.
No mesmo período, foram comunicados cerca de 3,9 milhões de acidentes, uma média de 646.626 por ano, de acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança e do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho e pela OIT. Esse número pode ser bem maior. Instituições que pesquisam o assunto estimam que apenas 1 em cada 4 acidentes é notificado.
O que se viu, no último período, não foi uma melhora desse quadro, pelo contrário. Sob o governo Temer, foram aprovadas a lei da terceirização e a reforma trabalhista, que retiram ainda mais direitos e proteções dos trabalhadores. Com essas reformas e a desregulamentação, a responsabilidade das empresas (que já não cumpriam as leis) ficou ainda menor. A tendência é que os acidentes e as mortes aumentem.
Portanto, neste 28 de abril, é preciso pensar, de forma ampla, não somente nos acidentes, de maneira isolada, mas nos motivos que fazem com que, no Brasil, o trabalho possa ser sinônimo de morte e incapacitação.









