SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Servidores federais devem ser recebidos pelo Planejamento nesta sexta-feira

Os servidores públicos federais devem se reunir, nesta sexta-feira, 2, com representantes do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, na primeira audiência após a entrega ao governo da pauta geral de reivindicações da categoria.

A Campanha Salarial Unificada de 2018 foi lançada no dia 19 de fevereiro. A data foi marcada por manifestações em dezenas de cidades do paí­s em defesa do direito à aposentadoria, ao lado de outras categorias de trabalhadores, e pelo anúncio do governo de suspensão da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

A pauta protocolada e entregue em mãos ao diretor interino de Relações de Trabalho no Serviço Público, José Borges de Carvalho Filho, abarca as demandas do Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Tí­picas de Estado (Fonacate).

É a primeira vez que esses dois fóruns do funcionalismo abraçam uma mesma pauta formalmente protocolada no ministério. É parte dos resultados da reunião ampliada promovida em parceria pelos dois fóruns no iní­cio de fevereiro, que reuniu cerca de 260 servidores em Brasí­lia, representando 25 entidades sindicais nacionais do setor.

O Sintrajufe/RS, desde o ano passado, vem lutando pela pauta e pela necessidade de dar iní­cio com urgência à campanha salarial da categoria. Com o anúncio recente de que a magistratura está iniciando a própria campanha de reajuste em seus subsí­dios, é preciso, mais do que nunca, unir esforços e pressionar or tribunais superiores para que os direitos dos servidores sejam pioridade.

Reivindicações

Quando a pauta de reivindicações foi entregue, os dirigentes sindicais foram brevemente recebidos pelo diretor de Relações de Trabalho, que se comprometeu em marcar uma reunião para tratar do assunto. A pauta dos servidores defende o arquivamento definitivo da reforma da Previdência e a revogação de medidas aprovadas na reforma de 2003, como o fim da taxação dos aposentados e o restabelecimento da aposentadoria integral e da paridade.

Eles contestam as mudanças nas leis trabalhistas, que eliminaram direitos e colocam em risco a própria existência da Justiça do Trabalho, e a Emenda Constitucional 95, que congela o orçamento dos serviços públicos e das áreas sociais por 20 anos. A pauta reivindica ainda a reposição salarial linear de 25,65%, í­ndice definido com base em cálculo de perdas inflacionárias acumuladas elaborado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatí­sticas e Estudos Socioeconômicos), mais recursos para benefí­cios como a assistência médica dos servidores e o cumprimento de todos os acordos assinados em 2015.

O Fórum dos Servidores questiona os cortes nos orçamentos dos serviços públicos e defende o fim das terceirizações e das privatizações no setor, entre uma série de outros pontos listados na pauta de reivindicações.

Pedido de audiência no STF

As entidades sindicais dos servidores do Poder Judiciário Federal e do Ministério Público da União participam do Fonasefe e da campanha salarial unificadae devem estar presentes na negociação desta sexta-feira, 2. No âmbito do PJU e do MPU, a Fenajufe protocolou ofí­cio no Supremo Tribunal Federal pelo iní­cio das discussões salariais nos tribunais. Diretor da Fenajufe e do Sintrajufe/RS, Cristiano Moreira providenciou e assinou o ofí­cio protocolado no Supremo. O documento solicita uma audiência com a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, pedido ainda não respondido até a tarde da quinta-feira, 1º de março.

A reposição parcial das perdas salariais dos servidores definida em 2015 terá as suas últimas parcelas integralizadas ao contracheque nos próximos 11 meses: em 1º de junho de 2018, 1º de novembro de 2018 e 1º de janeiro de 2019. A partir daí­, não há nenhuma previsão de reposição das perdas acumuladas ou de polí­tica de proteção à desvalorização salarial para a categoria.

Cristiano explica que a solicitação da audiência busca cobrar o iní­cio de um processo de negociação. No fim do ano passado, na primeira e até aqui única vez em que recebeu representantes da Fenajufe, a ministra Cármen Lúcia sinalizou ter acordo com o estabelecimento de um espaço de negociação a partir do iní­cio deste ano. Até agora, no entanto, nada foi encaminhado pelo tribunal nesse sentido.

O documento protocolado pela Fenajufe diz que “o reajuste necessário para repor as perdas acumuladas até outubro de 2017, considerando a inflação desde a Lei 11.416/06 (junho de 2016) e deduzidas as parcelas do reajuste em implementação, é de 52,61%”.

Editado por Sintrajufe/RS; Fonte: LutaFenajufe, por Hélcio Duarte