O jornal britânico The Guardian publicou recentemente um artigo cuja conclusão é taxativa: para as pessoas serem mais felizes, é necessário reduzir a jornada de trabalho. E isso independentemente do tipo de trabalho: trabalhos sedentários, realizados com pouca movimentação, podem ser também extremamente prejudiciais. O texto traz como fontes uma série de pesquisas desenvolvidas em diversas universidades ao redor do mundo.
A Columbia University Medical Center, por exemplo, monitorou 8 mil trabalhadores, e concluiu que grandes períodos trabalhando de forma sedentária aumenta a taxa de morte prematura e traz riscos semelhantes ao tabagismo. Já a University College London pesquisou 85 mil trabalhadores e encontrou fortes correlações entre horas-extras e problemas cardiovasculares, concluindo que o excesso de trabalho leva a problemas físicos e mentais.
Outros estudos também confirmam o mesmo: o governo sueco, por exemplo, realizou um experimento onde enfermeiras trabalhavam seis horas por dia e ainda recebiam o salário de oito horas. O resultado? Menos licença-saúde, menos estresse e um incremento na produtividade.
Outra pesquisa destacada pelo The Guardian, essa da Australian National University, aponta que trabalhar mais do que 39 horas por semana é um risco para o bem-estar. É nesse sentido que trabalhadores da Alemanha estão convocando uma greve: a defesa da redução da carga de trabalho semanal no país para 28 horasatualmente a jornada é de 35 horas.
Enquanto isso, no Brasil, os trabalhadores lutam para garantir direitos já conquistados e que estão sob ameaça do governo de Michel Temer (MDB). Com a reforma trabalhista, o governoa pedido dos grandes empresários, é claropermitiu inclusive a extensão da jornada, na contramão do que vem acontecendo em boa parte dos países desenvolvidos. Por isso é necessário ampliar a mobilização, já que agora até mesmo o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores brasileiros está ameaçado.
Veja AQUI a íntegra do artigo do The Guardian, em inglês.









