O número de servidores federais civis que pediram aposentadoria aumentou de 14.563, entre janeiro e novembro de 2016, para 21.371 no mesmo período de 2017. O aumento é de quase 50% (46,7%), segundo o Ministério do Planejamento. É o maior desde 1998, quando 24.483 aposentadorias foram solicitadas.
Para analistas, o aumento expressivo pode ser um efeito das discussões sobre a reforma da Previdência, embora ressaltem que a idade média do servidor público federal é alta, em torno de 45 anos, e que a tendência é que os pedidos aumentem. Servidores na ativa com idade acima de 41 anos são 56,5% do total. Os que estão acima de 51 anos somam 36%.
Embora cite a questão etária, o Ministério do Planejamento admitiu, por meio da assessoria de imprensa, ser possível que as discussões da reforma tenham incentivado mais aposentadorias. Segundo o ministério, cerca de 210 mil servidores poderão se aposentar nos próximos dez anos.
A falta de reposição dos servidores federais que estão se aposentando é um problema generalizado no Brasil. A Emenda Constitucional nº 95, que congelou os gastos primários por duas décadas, agrava o problema. Se um servidor se aposenta, não há a nomeação de outro servidor para o cargo vago, porque isso geraria uma elevação das despesas (a União custearia uma aposentadoria mais a remuneração do novo servidor). Essa falta de reposição gera sobrecarga de trabalho dos servidores e terceirização de algumas atividades. Tudo isso contribui ainda mais para o sucateamento dos serviços públicos. Quem sai prejudicado é o povo brasileiro mais carente que não tem acesso a planos de saúde ou escola particular e, por isso, necessita de serviços públicos de qualidade.
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Sintrajufe/RS, com informações de Valor Econômico









