SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Argentinos dão o exemplo e tomam as ruas em protestos e greves contra a reforma da previdência

Contrários à proposta de reforma da previdência do governo de Maurí­cio Macri, centrais sindicais e trabalhadores protestam há dias nas ruas de Buenos Aires e do interior da Argentina. Na semana passada, a votação chegou a ser suspensa após atos convocados por centrais sindicais reunirem milhares de manifestantes em frente ao Congresso argentino. As manifestações foram duramente reprimidas pela polí­cia, deixando ao menos uma centena de feridos e cerca de 80 detidos, segundo a Coordinadora contra la Represión Policial e Institucional. 

Na segunda, 18, houve grandes protestos e panelaços em todos os bairros da capital e em diferentes pontos do paí­s. Colunas de pessoas vindas de diferentes áreas de Buenos Aires confluí­ram para a praça onde se localiza o Congresso, para expressar que rechaçavam o ajuste proposto pelo governo. Em vários bairros, foram registrados protestos. As marchas foram registradas durante toda a madrugada e, novamente, sofreram forte repressão policial. Enquanto os trabalhadores eram massacrados nas ruas, Macri decidiu se distanciar da área de confronto e foi jogar paddle, como se nada estivesse acontecendo.

Depois de 17 horas de debate legislativo e intensos protestos nas ruas, a reforma da Previdência foi aprovada pelo parlamento na manhã desta terça-feira, 19. A reforma foi aprovada por 128 votos a 116. A lei pretende modificar a fórmula de cálculo para as atualizações das pensões e elevar a idade de aposentadoria de 65 para 70 anos para os homens e de 60 para 63 anos para as mulheres. Estima-se que a modificação no cálculo das pensões atingirá 17 milhões de argentinos. 

Segundo os deputados de oposição, a reforma rebaixará valores de aposentadoria e prejudicará diversos programas sociais para 2018. É um roubo histórico aos aposentados , disse a deputada Nathalia González, que ressaltou que a reforma foi proposta para pagar a dí­vida externa em detrimento do bem-estar dos argentinos: esse governo de ricos só quer beneficiar os ricos .

Sintrajufe/RS, com informações de Carta Capital, Página 12, Telesur