O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou, nesta quinta-feira, 14, que a proposta de reforma da Previdência voltará a ser discutida apenas em fevereiro de 2018. Ou seja, oficialmente o governo jogou a tolha em relação a tentar aprovar a reforma este ano na Câmara dos Deputados. Para aprovar esse ataque à aposentadoria e ao futuro de gerações, nos últimos dias, Temer buscou como nunca comprar parlamentares em plena luz do dia, oferecendo emendas, cargos e muito dinheiro.
Por sua vez, ao longo do ano, os trabalhadores foram se conscientizando de que a reforma não era em seu benefício e que significaria o fim da possibilidade de aposentadoria para muitos brasileiros. Mesmo as propagandas mentirosas do governo, primeiro alegando que a Previdência estaria quebrada e, em um segundo momento, que a reforma retiraria privilégios dos servidores públicos, não foram suficientes para que a população concordasse com esse sacrifício dos trabalhadores.
As greves gerais, as mobilizações dos trabalhadores e o medo dos deputados de não conseguirem se reeleger em 2018 pesaram mais do que os milhões liberados pelo governo na tentativa de comprar os 308 votos para aprovar a reforma. Os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul fizeram a sua parte: participaram de todas as mobilizações, tanto das específicas convocadas pelo Sintrajufe/RS como daquelas organizadas com as demais entidades.
Desde o início do ano, sem descanso, o sindicato participou das greves e promoveu atos, caminhadas e paralisações. O Sintrajufe/RS criou, em conjunto com várias entidades, o Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência, que esteve presente em várias atividades e conseguiu, inclusive, por duas semanas, que o governo tirasse de veiculação a propaganda mentirosa sobre a reforma. Reuniões com deputados em Brasília, visitas a gabinetes, pressão no aeroporto, nas redes sociais: o Sintrajufe/RS atuou de todas as maneiras para que a reforma fosse barrada. Além disso, tivemos que fazer a disputa de opinião pública e o enfrentamento às mentiras propagadas pela mídia comercial, como o direito de resposta solicitado recentemente à Rede Globo em razão de matéria veiculada no Jornal Nacional atacando o funcionalismo com dados manipulados, demanda que deve ser objeto de ação judicial nos próximos dias. A mobilização mostrou que a força dos trabalhadores lutando em unidade vence as barreiras mais difíceis.
Para o diretor Rafael Scherer, obtivemos uma grande vitória ao barrar a reforma este ano. Mais uma prova de que a luta e a pressão fazem a diferença. Parabéns a todos os colegas que participaram das atividades do sindicato ao longo do ano . O diretor Cristiano Moreira aponta a continuidade da luta no próximo ano: Vencemos uma batalha importante, mas a guerra ainda está em andamento. Temer e seus aliados tentarão aprovar a reforma no início de 2018, e estaremos prontos para seguir a mobilização e impedir que roubem nossa aposentadoria , concluiu.









