SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sintrajufe/RS atua em Taquara na defesa da democracia e do direito à livre manifestação dos servidores

No dia 10 de novembro, durante as mobilizações convocadas pelo Sintrajufe/RS em defesa da Justiça do Trabalho, uma situação ocorrida no interior do estado colocou em questão a defesa da liberdade de expressão dos servidores. O Sintrajufe/RS prontamente interveio para garantir que os colegas tenham direito a expressar suas posições, como garante a Constituição Federal e a tradição da organização sindical da categoria. 

Indignados com a aprovação da reforma trabalhista, que não apenas retira direitos dos trabalhadores como ataca diretamente a própria existência da Justiça do Trabalho, colegas da JT Taquara colaram cartazes contra a reforma em seus locais de trabalho no dia 10 de novembro. Um colega, porém, discordando da posição majoritáriacomo é seu direitobuscou tolher a liberdade dos demais, defendendo inclusive junto aos magistrados da unidade que houvesse uma intervenção no sentido de proibir tais manifestações.

O Sintrajufe/RS foi contatado pelos colegas e esteve na cidade para tratar da situação e conversar com os envolvidos, buscando defender o legí­timo direito dos servidores de manifestação e combate a uma reforma que ataca o conjunto dos trabalhadores e coloca em risco a própria existência da Justiça onde trabalham. A direção do sindicato, nessa ação, salientou que não seriam aceitas quaisquer intimidações ou censura à manifestação democrática dos colegas. Após conversas com os envolvidos, houve a garantia de que as manifestações ocorreriam sem novas tentativas de censura, respeitando a posição da maioria dos servidores, deliberada em assembleia de base.

Ainda que o caso tenha sido resolvido através do diálogo, os colegas consideraram importante a publicização do episódio. Trata-se de um caso emblemático para que se compreenda que o direito à livre manifestação precisa ser defendido sempre, desde que respeitosa aos direitos humanos e à democracia, bem como aos demais colegas. Em tempos de acirramentos, polarizações e dificuldades de diálogo, esse também é um papel a que o sindicato não irá se furtar.