SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Plenária da Fenajufe: Sintrajufe/RS e outras entidades lançam Frente de Sindicatos defendendo que a Fenajufe reveja atuação e priorize lutas

A Fenajufe precisa definir como prioridade máxima a organização da resistência da categoria que representa, em aliança com outros trabalhadores, e abandonar uma prática sindical que paralisa a entidade ao se voltar para disputas burocráticas de espaço. É o que afirma manifesto de apresentação da Frente de Sindicatos de Trabalhadores do PJU/MPU, que também defende que a federação retome imediatamente a luta pela valorização da carreira e dos servidores, que cobre efetivamente do Supremo Tribunal Federal o fim do congelamento dos benefí­cios e a construção de polí­tica salarial para a categoria.

A Frente reúne servidores e 12 sindicatos da categoria, insatisfeitos com os rumos tomados pela federação no último perí­odo, que decidiram somar forças para defender uma mudança imediata nas práticas e na polí­tica adotada pela direção da entidade. 

O documento observa que esse difí­cil momento da história da categoria coloca como desafio central a organização das lutas, o que não vem acontecendo na Fenajufe. Não foram poucas as reuniões da executiva, plenárias e/ou ampliadas em que a direção majoritária da Federação dedicou todos esforços para encaminhar iniciativas de ataque aos demais grupos polí­ticos organizados na categoria, atropelando a democracia interna [e o estatuto] , afirma o manifesto, que assinala que o debate a respeito das pautas dos trabalhadores do PJU e MPU não pode ser relegado a último plano.

Fonte: LutaFenajufe Notí­cias, por Hélcio Duarte.

Veja a í­ntegra do manifesto:

(RE) CONSTRUIR A FENAJUFE PELA BASE: Manifesto de Apresentação da Frente de Sindicatos de Trabalhadores do PJU/MPU

1. A classe trabalhadora brasileira passa por um dos mais duros ataques que já sofreu, com uma ofensiva sem precedentes contra seus direitos protagonizada pelo governo corrupto e ilegí­timo de Michel Temer. A aprovação da reforma trabalhista e da terceirização irrestrita representa um retrocesso de décadas e, com o completo esvaziamento da CLT, estabelece uma verdadeira barbárie nas relações de trabalho. Além disso, a aprovação da EC 95/16 e o congelamento dos gastos públicos por vinte anos deram iní­cio a um grande projeto de contrarreforma do Estado e privatização dos serviços públicos, ao qual Temer busca dar seguimento com a aprovação da reforma da Previdência, os ataques à estabilidade, a publicação de PDV para o Poder Executivo e, mais recentemente, o congelamento de reajustes em implementação e o confisco salarial com a elevação da alí­quota previdenciária.

2. O Poder Judiciário não fica imune a essa ofensiva. O desmonte se expressa das mais diferentes formas: articulações visando a extinção da Justiça do Trabalho, profundos cortes orçamentários que impedem nomeações, avanço da terceirização, extinção de zonas eleitorais, retirada dos quintos, reestruturações de setores com extinções de cargos, funções e precarização das condições de trabalho.

3. Nessa conjuntura, acreditamos que a prioridade máxima da FENAJUFE precisa ser organizar a resistência dos trabalhadores do Judiciário Federal e MPU, em unidade com as demais categorias que, corretamente, tem destinado seus esforços para a construção da mobilização. Paralelamente à luta para preservar nossos direitos e defender o serviço público, é fundamental retomar imediatamente luta por valorização, exigindo o fim do congelamento dos benefí­cios e cobrando do STF a construção de polí­tica salarial para a categoria, sem perspectivas após janeiro de 2019 e, é bom lembrar, com perdas históricas não repostas com a Lei nº 13.317/16. É esse o papel que os servidores, em cada local de trabalho, esperam que sua entidade representativa em ní­vel nacional cumpra.

4. Lamentavelmente, contudo, não é essa a atuação que temos visto por parte da FENAJUFE no último perí­odo. Priorizando as disputas burocráticas de espaço, muitas delas com os piores métodos, nossa entidade segue absolutamente paralisada. Apesar do desafio prioritário de organizar a luta da categoria no momento mais difí­cil de nossa história, não foram poucas as reuniões da executiva, plenárias e/ou ampliadas em que a direção majoritária da Federação dedicou todos seus esforços para encaminhar iniciativas de ataque aos demais grupos polí­ticos organizados na categoria, atropelando a democracia interna e mesmo as mais elementares regras estatutárias, deixando em último plano o debate a respeito das pautas dos trabalhadores do PJU e MPU.

5. As disputas fratricidas têm causado engessamento da entidade e inviabilizado a necessária e imprescindí­vel unidade interna na direção, além de, indiretamente, servirem de combustí­vel também para o divisionismo e fragmentação crescentes na base da categoria. As recentes tentativas de criações de sindicatos por cargos ou segmentos, algo que precisamos enfrentar e reverter, são alimentadas pela polí­tica desastrosa da direção majoritária da Federação, com atuação focada quase que exclusivamente em pautas e atividades especí­ficas dos diferentes cargos, sem qualquer sintonia ou diálogo entre si. Nos manifestamos, desde já, contrários à fragmentação, defendendo a unidade sindical e, fundamentalmente, a mais ampla unidade polí­tica na categoria para enfrentar os ataques a direitos perpetrados pelo governo Temer e levar a frente a luta por nossa valorização.

6. Ainda é tempo de (re)construir uma FENAJUFE à altura dos desafios colocados para os servidores e para o conjunto da classe trabalhadora. É a partir de sua base, os diversos sindicatos de trabalhadores do PJU e MPU em todo o Brasil, que a Federação pode retomar o caminho construí­do pela categoria ao longo de mais de vinte anos de história, priorizando a defesa dos seus interesses mais imediatos: derrotar a Reforma da Previdência, o confisco salarial com a MP 805/17, os ataques à estabilidade e as diversas iniciativas de desmonte do serviço público, bem como retomar a luta por data-base, polí­tica salarial e reajuste dos benefí­cios. Os sindicatos signatários desse manifesto reafirmam sua autonomia e independência frente ao flagrante imobilismo de nossa entidade nacional e convocam toda a categoria, desde já, a construir a mobilização com a necessária unidade não apenas entre nós, mas ao lado das demais categorias de trabalhadores. Seguiremos buscando que, o mais breve possí­vel, possamos também ter novamente a FENAJUFE ao nosso lado nessa luta.

Assinam: 

SINTRAJUFE/RS

SINTRAJUD/SP

SITRAEMG

SINDJUFE/BA 

SINDJUFE/MT 

SINPOJUFES/ES 

SINDISSÉTIMA/CE 

SINTRAJUFE/MA 

SINDJUFE/MS

SINDJUS/AL 

SINTRAJUF/PE

SINTRAJUFE/PI