SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Temer admite dificuldades para aprovar reforma da Previdência; Maia insiste no projeto que acaba com aposentadoria dos brasileiros

Michel Temer (PMDB) admitiu, em reunião com lí­deres da base aliada, a possibilidade de não conseguir aprovar a reforma da Previdência. É o que contam alguns dos principais jornais do paí­s nesta terça-feira, 7, embora nem Temer nem os jornais devam ter a confiança dos trabalhadores.

Por um lado, a possí­vel mudança de posição de Temer deve ser entendida como um resultado das lutas que os trabalhadores brasileiros vêm construindo desde o iní­cio da tramitação da reforma. É visí­vel que o governo vem encontrando enormes dificuldades para aprovar um projeto tão impopular e que tem enfrentado tanta resistência, mesmo comprando e chantageando parlamentares e partidos da base aliada.

Por outro lado, a declaração também pode soar como uma ameaça às lideranças, que, mesmo receosas como desgaste polí­tico-eleitoral que a reforma pode acarretar, desejam sua aprovaçãoaté porque seus financiadores também exigem que o projeto vá adiante. O ministro da Fazendo Henrique Meireles, principal representante do grande capital no governo, vem insistindo na necessidade de aprovar a reforma. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também afirmou, após a declaração de Temer, que ainda há tempo para a aprovação neste ano, mas que o governo precisa “reorganizar a base”.

O que soa como chantagem ou blefe, porém, também é uma demonstração de que a pressão popular vem criando dificuldades para o governo e seus aliados. É nela que os trabalhadores precisam apostar para derrotar de vez a reforma e o governo Temer. A próxima etapa de lutas será na próxima sexta-feira, 10, quando diversos sindicatos irão realizar paralisações e mobilizações. Os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul paralisam os trabalhos a partir das 14h, somando-se a um ato unificado com as centrais sindicais às 16h, com um abraço no TRT4 em defesa da Justiça do Trabalho e uma caminhada até a Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre.