O governo de Michel Temer (PMDB) não cessará os ataques até que o projeto neoliberal de destruição do Estado seja consumado ou até que alguém o faça parar. A mobilização dos servidores é fundamental e urgente. Propomos que a Fonasefe e a Fenajufe tomem a frente na luta contra o retrocesso e antecipem o calendário de mobilização ainda para o mês de agosto ou o mais breve possível.
Caso contrário, o governo seguirá utilizando-se de métodos ilegais, com flagrante compra de votos no Congresso Nacional, para ir adiante com sua política de terra arrasada. Em um ano, o governo já aprovou o congelamento de despesas, a terceirização irrestrita e a reforma trabalhista. A educação e a saúde estão quase sem verbas para se manter; setores do Judiciário, em 2016, viveram a ameaça de ter as suas portas fechadas por falta de orçamento.
Neste momento, as garras se voltam contra o funcionalismo, usado como bode expiatório para a crise nas contas públicas. A cada semana são anunciados novos ataques. Já foram divulgados programas de demissão voluntária, privatizações, adiamento de reajustes já aprovados e sancionados, aumento da alíquota do INSS de 11% para 14%. Isso em meio à ameaça de aprovação da reforma da Previdência, ou seja, vamos pagar mais e receber menos quandosenos aposentarmos.
Esses ataques, que representam décadas de retrocesso de direitos conquistados pelos trabalhadores, não podem continuar. É urgente que o conjunto dos servidores se unam e se mobilizem e, para isso, as entidades representativas têm que agir com rapidez. Não há alternativa: é lutar ou lutar.









