SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Com aposentadoria bruta de R$45 mil, Temer tem a ousadia de dizer que a Previdência dos servidores é privilégio

Sem força para aprovar a Reforma da Previdência que tramita no Congresso, Michel Temer (PMDB) anunciou nesta semana que vai propor uma nova reforma, que será menos abrangente. Em dí­vida com os parlamentares que votaram pelo arquivamento da denúncia por corrupção passiva, o governo avalia que, no momento, só conseguirá votar projetos de interesse desses deputados. Contrariando o governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que pretende colocar em votação em setembro o texto aprovado na comissão especial.

Ao anunciar a nova proposta, Temer classificou a aposentadoria dos servidores como privilégio , indicando que deve lançar novos ataques ao serviço público. A idade mí­nima também deve ser atingida. Temer, que se aposentou aos 55 anos como procurador do Estado de São Paulo, recebe uma aposentadoria bruta de R$ 45 mil, sem contar os mais de R$30 mil brutos mensais que recebe como presidente, ficando limitado pelo teto constitucional.

Nas últimas semanas, o governo intensificou os ataques aos servidores federais, com a volta do Programa de Demissão Voluntária (PDV) e o anúncio de cortes em benefí­cios como auxí­lio-transporte e auxí­lio-alimentação. 

Com salário garantido para a vida, o presidente, corrupto e impopular, quer continuar retirando direitos dos trabalhadores brasileiros e promovendo o desmonte do Estado. Além disso, Temer segue apresentando o falso argumento de que a Previdência é deficitária. No entanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social no Senado, em seu balanço das atividades realizadas no primeiro semestre, chegou à conclusão de que o alegado déficit anunciado pelo Governo Federal contém sérias inconsistências técnicas .

 
Segundo esse balanço, que pode ser conferido AQUI, ao excluir receitas oriundas de contribuições sociais que potencialmente deveriam financiar a Previdência Social conjuntamente com as demais áreas da Seguridade Social, como a COFINS, a CSLL e as receitas do PIS/PASEP, e Loterias, forja-se um resultado orçamentário artificial e negativo com a intenção clara e inequí­voca de agravar o déficit e forçar a aprovação de uma Reforma do sistema, que se for aprovada na forma como ela foi elaborada implicará em graves consequências sociais e econômicas para milhões de brasileiros .