Nesta terça-feira, 4, o Senado aprovou, por 46 votos a 19, um requerimento de urgência para a tramitação da reforma trabalhista. Agora, o projeto poderá ser votado, segundo o Regimento Interno do Senado, na segunda sessão deliberativa ordinária subsequente à aprovação do requerimento .
O projeto está no Plenário do Senado, após ter sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa na semana passada. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), acredita que a votação do texto deve ficar para a próxima terça-feira, para garantir maior quórum.
O senador Romero Jucá (PMDB) explicou que a ideia é abrir o debate sobre a reforma trabalhista amanhã, 5. A discussão poderá se estender para esta quinta. Na próxima terça, 11, parte-se para o encaminhamento dos votos e votação da matéria e dos destaques das bancadas, se houver. Dessa forma, o governo pretende concluir a votação da reforma trabalhista na próxima terça, ficando pendente apenas a sanção presidencial.
Por sua vez, a oposição promete obstruir a votação da reforma, que ataca diversos direitos dos trabalhadores garantidos na CLT e, ao mesmo tempo, enfraquece a Justiça do Trabalho. Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, estamos enfrentando um dos maiores ataques da história aos direitos dos trabalhadores brasileiros: o governo enviou um projeto muito agressivo à Câmara dos Deputados, que conseguiu piorar ainda mais a proposta inicial. Agora o Senado está fazendo o papel de casa carimbadora, assinando embaixo o texto absurdo aprovado pela Câmara. A CLT e a Justiça do Trabalho estão seriamente ameaçadas. Apenas com muita mobilização será possível derrotar esse projeto.









