A última sexta-feira, 30, dia de greve geral, teve mais episódios de violência policial e repressão contra o direito dos trabalhadores à manifestação. De diversas partes do Brasil chegaram relatos de agressões da polícia a manifestantes. Em Porto Alegre não foi diferente, inclusive com algumas prisões arbitrárias registradas mais uma vez.
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Sindicatos e movimentos populares promoveram, na manhã de sexta, diversos “trancaços” nas garagens de ônibus e em ruas e avenidas. A Brigada Militar, sem qualquer diálogo, atuou para remover os manifestantes com bombas e cacetetes. Além da violência física, a violência psicológica também foi, lamentavelmente, prática comum. Xingamentos machistas e homofóbicos por parte dos policiais militares contra os trabalhadores e jovens que protestavam foram registrados.
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Foto: Otávio Fortes
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Na avenida Bento Gonçalves, onde representantes do Sintrajufe/RS participavam das atividades de mobilização, a Brigada Militar dispersou o grupo com bombas de gás. Depois, enquanto os manifestantes seguiam em direção ao Centro, de forma absolutamente pacífica, um grupo de cerca de 20 ativistas foi encurralado por dois grupos do Choque, momento a partir do qual novas bombas foram arremessadas contra esses poucos manifestantes.
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Em meio às agressões gratuitas por parte da polícia, houve prisões, entre as quais do professor Altemir Cozer, liderança sindical e ex-dirigente do Cpers/Sindicato. Altemir foi mantido preso por mais de 26 horas, sendo liberado apenas na manhã de sábado, enquanto ativistas mantinham vigília por sua liberdade.
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Foto: Esquerda Online
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O ato público unificado chamado pelas centrais sindicais na sexta teve seu trajeto modificado para seguir ao Palácio Piratini, onde uma comitiva de representantes das centrais exigiu uma reunião com o governo do estado, na qual defenderam a libertação imediata de Altemir e criticaram a violência policial através da qual o direito à livre manifestação foi violado pelo governo de José Ivo Sartori (PMDB).
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Após sua libertação, Altemir gravou um vídeo no qual agradece o apoio de todos e lembra que é militante há 25 anos e que jamais havia passado por algo semelhante. No mesmo vídeo, Altemir refere-se à memória dos que lutaram contra a ditadura e eram presos corriqueiramente. Por fim, convoca as gerações mais novas a seguirem lutando.









