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Mais um passo em direção à retirada dos direitos dos trabalhadores foi tomado na noite desta quarta-feira, dia 28. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o texto favorável à reforma trabalhista, por 16 votos a 9 e uma abstenção, sem nenhum tipo de alteração em relação ao documento já aprovado pela Câmara dos Deputados. Isso significa que, sem modificações, o projeto segue livre para o plenário do senado em regime de urgência.
Com essa manobra, o governo de Michel Temer, segue o projeto de desmonte dos serviços públicos e de ataque aos trabalhadores, em direção à radical modificação nas conquistas trabalhistas já alcançadas e previstas na legislação, reformulando a relação de empregador e empregado e colocando o negociado acima do legislado, se essas medidas tomarem força de lei. Vale lembrar alguns pontos importantes que a reforma implica: o trabalho insalubre de gestantes e lactantes, trabalho intermitente do trabalhador, sem a garantia clara do que ganhará ao final do mês de trabalho.
O sindicato esteve presente em Brasília em duas audiências públicas na CCJ, nas quais discutiram a reforma trabalhista, fazendo o debate, corpo a corpo, com os senadores sobre seus riscos. Diante disso, segundo o diretor do Sintrajufe/RS, Rafael Scherer, há “o aumento da importância da greve geral de amanhã, pois governo quer aprovar a reforma na próxima semana, e só com a força das ruas vamos conseguir derrotar esse projeto”.‹









