SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Centrais ignoram mobilização dos trabalhadores e sentam à mesa com governo para debater reforma trabalhista

Enquanto, em todo o paí­s, os trabalhadores se mobilizam contra a reforma trabalhista do governo de Michel Temer (PMDB), Força Sindical CSB, Nova Central e UGT aceitam que a reforma será aprovada e sentam com o governo para tentar minimizar os efeitos nefastos da reforma. Na tarde dessa quarta-feira, 21, dirigentes dessas centrais reuniram-se com o ministro Ronaldo Nogueira para discutir pontos que podem ser vetados ou incluí­dos em uma medida provisória, a depender do texto final do projeto .

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), notório ao negociar direitos dos trabalhadores em benefí­cio próprio, chegou a dizer que a negociação “está evoluindo”. Para ele, “é preciso que o governo vete quatro ou cinco itens. Se não vetar, precisa de uma medida provisória para corrigir”. Ou seja, para o deputado, a proposta, que retira direitos básicos, como intervalos, limites de horas extras, direito do trabalhador de ingressar na Justiça do Trabalho, e legaliza o trabalho intermitente tem apenas alguns pontos a serem ajustados.

Para se ter uma ideia do ní­vel de promiscuidade dessa burocracia sindical, o ministro do Trabalho foi convidado, e participou, de congresso da Força Sindical para falar do assunto. O que preocupa mesmo a essas centrais, ficou evidente, é manter uma estrutura que não ouve e não quer a participação dos trabalhadores, que se mantém por causa do imposto sindical, e não com a contribuição voluntária e consciente das categorias. Tanto que um dos pontos discutidos na reunião no Ministério do Trabalho foi a regulamentação de uma “contribuição de assistência e de negociação coletiva”, que substituiria o imposto sindical.