SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Sem força para aprovar reforma da Previdência, governo acena com mudanças; a resposta dos trabalhadores será parar o Brasil dia 30

 A cada dia mais imersos em denúncias de corrupção, Michel Temer (PMDB) e sua base aliada encontram dificuldades para aprovar a reforma da Previdência. Na tentativa de diminuir a pressão, o relator da proposta na Câmara, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), afirmou que a base governista articula a concessão de uma regra de transição para servidores que entraram no serviço público antes de 2003.

Em 2003, com a reforma promovida por Lula, apenas os que entraram na carreira até 31 de dezembro de 2003 mantiveram o direito à integralidade e à paridade. Pelo parecer do relator aprovado na comissão especial, esses servidores só poderiam manter esses direitos se se aposentassem aos 65 anos (homens) e aos 62 (mulheres). Quem se aposentasse antes perderia o direito à integralidade e à paridade.

A nova proposta aventada por Maia é uma regra de transição em que o servidor teria que pagar “pedágio” de 50% sobre o tempo de contribuição que falta para a aposentadoria. Assim, poderiam se aposentar antes dos 62 ou 65 anos sem perder os direitos à integralidade e à paridade.

Confirmando as dificuldades, o deputado classificou a votação do texto no plenário da Câmara como o “grande embate” do governo. E será mesmo. Os trabalhadores, tanto da iniciativa privada quanto do serviço público, não querem concessões , mas o fim da tramitação da proposta. O governo não possui força pra aprovar a reforma da Previdência. Por isso, não se trata de uma ˜concessão™, mas sim de uma tentativa desesperada de diminuir a resistência de setores importantes do funcionalismo público para tentar aprovar o desmonte da Previdência. Além disso, quem confia na palavra do governo?”, avalia o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer.

A resposta aos ataques e às reformas de Temer é uma só: mobilização. Por isso, é fundamental que o Brasil pare no dia 30, na greve geral convocada pelas centrais sindicais. Nesta terça-feira, 20, às 17h30min, na Esquina Democrática, tem o esquenta , ato público preparatório para a greve. No dia 22, o Fórum em Defesa da Previdência realiza uma plenária de mobilização, às 18h, na sede do Sintrajufe/RS, tendo como foco a preparação e o fortalecimento da greve. Nenhum passo atrás, nenhum direito a menos.

Sintrajufe/RS, com informações de Estadão