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Centrais sindicais decidiram dar continuidade à luta contra as reformas da Previdência e trabalhista e pelo fim do governo de Michel Temer (PMDB) com um novo calendário de mobilizações, o que inclui indicativo de greve geral dos trabalhadores entre os dias 26 e 30 de junho.
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A data exata da paralisação ficou para ser definida na próxima reunião, prevista para 5 de junho. A decisão levará em conta o ritmo da tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), anunciou que pretende pautar a reforma no Plenário entre os dias 5 e 10 de junho, mas na prática isso segue indefinido.
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Mobilização nos estados
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O indicativo de uma nova greve geral saiu cinco dias após a marcha que levou à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, mais de cem mil trabalhadores e estudantes contra as reformas e o governo. As centrais avaliam que em torno de 150 mil pessoas estiveram na capital federal, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal fala em 35 mil, número nitidamente irreal, e há quem aponte para perto de 200 mil participantes. Servidores do Judiciário Federal e do MPU participaram da manifestação no Distrito Federal, também convocada pela Fenajufe e sindicatos da categoria. O Sintrajufe/RS esteve presente com uma caravana, participando da grande mobilização do dia 24.
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O calendário aprovado por consenso entre as centrais não aponta datas específicas para as atividades a serem realizadas até a semana indicada para a greve geral. Mas prevê mobilizações nos estados, com atos nos aeroportos para pressionar parlamentares, ida aos locais de trabalho, praças públicas, escolas, universidades e ao Congresso Nacional. Também se definiu pela confecção de um segundo jornal conjunto, de quatro páginas, para ser distribuído à população.
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Repúdio à repressão
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A violência policial contra os manifestantes em Brasília foi repudiada pelos representantes das centrais. Há feridos ainda nos hospitais, entre eles um rapaz que perdeu parte da mão no enfrentamento contra a repressão e um aposentado que levou um tiro de bala letal no rosto e encontra-se no Centro de Tratamento Intensivoo seu estado ainda é grave, mas estaria estabilizado.
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A defesa da convocação de uma greve geral foi um dos pontos mais marcantes da marcha a Brasília que defendeu o fim das reformas e do própria governo de Michel Temer. Não havia, até aquela altura, acordo entre as centrais quanto a isso. A CSP-Conlutas já defendia a realização imediata de uma greve geral de 48 horas. Além disso, o Sintrajufe/RS e as demais entidades do Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência chegaram a publicar uma carta aberta defendendo a realização de uma nova greve geral.
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Em 28 de abril, as centrais promoveram o que foi considerado por muitos uma das mais fortes manifestações da historia dos trabalhadores do país, com a greve geral de 24 horas, também contra as reformas mas ainda sem a bandeira unitária do “Fora Temer”.
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Na reunião das centrais, realizada na segunda-feira, 29, em São Paulo, na sede da CTB, não houve acordo quanto à defesa da convocação de eleições diretas antecipadas no pais.
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Em Porto Alegre, novo ato está marcado para quinta-feira, 1º de junho
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A próxima quinta-feira, 1º de junho, terá novo protesto em Porto Alegre contra Temer e suas reformas. Será às 17h30min, na Esquina Democrática. Os trabalhadores do Judiciário Federal no RS estão convocados a participarem do ato, organizado pelo Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência e por outras entidades.
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Editado por Sintrajufe/RS; fonte: LutaFenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho.









