SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em atividade na Assembleia Legislativa, Sintrajufe/RS critica extinção de zonas eleitorais


 
 

Pauta que preocupa os trabalhadores do Judiciário Federal e que deve deixar apreensiva a sociedade em geral, a extinção de zonas eleitorais, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, foi objeto de debate nesta semana na Assembleia Legislativa, com o presidente da Casa, deputado Edegar Pretto. O Sintrajufe/RS foi representado pelo diretor Rodrigo Mércio. Estavam presentes também o corregedor e futuro presidente do TRE-RS, Carlos Cini Marchionati, e outros representantes do tribunal, da Associação dos Magistrados Brasileiros, da Associação dos Juí­zes do RS, da Associação do Ministério Público do RS e da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais.

A portaria 372/17 do TSE, que faz o rezoneamento, afeta todo o paí­s. Apenas no Rio Grande do Sul, ameaça extinguir até 77 das 173 zonas eleitorais do estado, atingindo 493 municí­pios e mais de 2,3 milhões de habitantes. Marchionatti informou que já foi realizada uma reunião com os partidos polí­ticos e manifestou preocupação com os efeitos da portaria.

Edegar Pretto disse que é preciso potencializar as ações para frear a medida, pois ela é uma ataque à democracia. Como encaminhamento, sugeriu a elaboração de um documento com a posição da Assembleia e a participação, na reunião de lí­deres da próxima terça-feira, de uma representação das entidades presentes.

Rodrigo disse que a posição do Sintrajufe/RS é contrária à extinção das zonas eleitorais e que o sindicato não poupará esforços no enfrentamento da medida. Ele alertou que a portaria faz parte de um projeto maior de sucateamento da Justiça Eleitoral e terceirização de suas atividades. Lembrou ainda que isso está em consonância com a lei da terceirização irrestrita e com a resolução 23.518/17, também do TSE, que cria a figura do atendente eleitoral , que poderá realizar funções até o momento exclusivas dos servidores.
 
 
Foto: Ronaldo Quadrado, Assembleia Legislativa RS
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