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Se no ano passado os grandes banquetes tornaram-se uma forma básica de Michel Temer (PMDB) afagar aliados e buscar apoio a seus projetos, agora parece que o jogo virou. Isolado, Temer tentou promover um jantar na noite de domingo, mas o evento acabou cancelado por falta de confirmações.
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Buscando mostrar força e preparar sua resistência no cargo, Temer deu mais um sinal de que será difícil permanecer na Presidência da República. O convite a ministros e lideranças partidárias não surtiu efeito porque a base de apoio está ruindo. O desembarque do governo é crescente, e o momento é de disputar os espaços que estão se abrindo.
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A tese de Temer sobre uma possível edição das gravações que o incriminam já não se sustenta. Suas estratégias de defesa não vêm funcionando e a indignação da população cresce. É urgente, nessa conjuntura, a saída de Temer e a convocação imediata da eleições diretas.
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Na próxima quarta-feira, 24, quando o STF irá julgar pedido de Temer pela suspensão do inquérito, os trabalhadores estarão mobilizados em Brasília e nos estados. O #OcupaBrasília levará milhares de pessoas à capital federal para ampliar a pressão, e, reforçando essa grande mobilização, haverá atividades também nos estados. Os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul irão paralisar as atividades nesse dia por 24 horas, demonstrando sua disposição de luta e exigindo a renúncia de Temer e a realização de eleições diretas.









