SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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14 de maio: Dia de Conscientização sobre Apraxia da Fala na Infância

Quando uma criança apresenta um atraso na fala , é importante investigar e buscar ajuda. A criança pode ter vários motivos para demorar para falar ou falar pouco; um deles pode ser apraxia de fala, um distúrbio neurológico que afeta a produção motora da fala e a capacidade da criança de produzir os sons da fala e as sequências que formam sí­labas e palavras. O Dia de Conscientização sobre Apraxia da Fala na Infância, no último domingo, 14 de maio, foi instituí­do pela Associação Norte-Americana de Apraxia de Fala na Infância a fim de chamar a atenção para esse distúrbio.

Existem algumas caracterí­sticas que ajudam a diferenciar a apraxia de outros tipos de atrasos e distúrbios da fala e da linguagem:

* Balbucio limitado ou pouca variação (considerados bebês quietinhos ); 
* Repertório de fonemas (sons) (por ex. só produz duas vogais ou apenas
o som do P ou do M); 
* Erros ou trocas inconsistentes (ou seja, ora o pato é pu ora é bi );
* Aumento de erros ou dificuldade quanto mais extensas e mais complexas as sí­labas das palavras; 
* Omissões de sí­labas, principalmente as iniciais;
* Erros de vogais. Ex.: troca E por A;
* Fala monótona , parece que fala sempre do mesmo jeito ;
* Perda de palavras previamente produzidas (fala por ex. “carro” uma vez e nunca mais consegue); 
* Mais dificuldade com as respostas de fala voluntária do que com as automáticas;
* Predominância do uso de formas silábicas simples (consoante-vogal). Ex.: a criança pode falar apenas uma sí­laba ou apenas a vogal da palavra; 
* Outros sinais que podem estar presentes: dificuldades alimentares (o alimento “fica parado” na boca ou recusa de alimentos); dificuldade para realizar voluntariamente sorriso, mandar beijo, (expressões faciais); dificuldade com movimentos orais (não verbais) como movimentar a lí­ngua para cima, para os lados, fazer bico, soprar, etc.

É importante lembrar que a apraxia é uma alteração rara e que a criança deve ser avaliada com muito cuidado. Nem toda criança com “atraso na fala” tem apraxia. A criança com apraxia necessita de uma abordagem terapêutica intensiva e diferenciada. 

Edição: Sintrajufe/RS; fontes: Associação Brasileira de Apraxia da Fala na Infância e Elisabete Giusti (fonoaudióloga)