O diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer e os colegas Eduardo Dutra, Eduardo Silveira Dutra e Daniela Silva acompanharam, na manhã deste quarta-feira, 10, a audiência conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que debateram a reforma trabalhista. A caravana trabalhou conversando com os senadores para se posicionarem de forma contrária à contrarreforma trabalhista. Um dos contatados foi o senador Paulo Paim (PT/RS).
Nessa audiência, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, e o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, mostraram visões diferentes sobre a reforma trabalhista em tramitação no Senado (PLC 38/2017).
Para o presidente do TST, apesar de precisar de alguns ajustes, a proposta no geral é um avanço significativo para a segurança jurídica, harmonização das relações de trabalho e geração de empregos. O integrante do Ministério Público, por sua vez, afirmou que flexibilizar leis trabalhistas não é solução para a crise econômica. Além disso, segundo ele, o PLC contém uma série de propostas que prejudicam os direitos dos trabalhadores.
Apesar de o presidente do TST defender a reforma trabalhista na íntegra, os senadores criticaram muito alguns pontos do PLC 38/2017, sobretudo o trabalho intermitente e o trabalho insalubre de gestantes e lactantes.
Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, “nada que surpreenda, mas assistir o presidente do TST defender um projeto de lei que acaba sucateado a Justiça do Trabalho é revoltante. Como chefe da Justiça do Trabalho, Ives Gandra se comporta como uma raposa cuidando do galinheiro”.
Por Rafael Scherer com informações do Senado Notícias









