
Antonio Augusto/Câmara dos Deputados
O governo precisou manobrar de diversas formas para conseguir aprovar a reforma da Previdência na Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para debater a proposta. A aprovação se deu com 23 votos favoráveis e 14 contrários e graças à substituição de membros da Comissão representantes de partidos que defendem a proposta.
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Mesmo na Comissão, onde o cenário era mais favorável à proposta e a maioria simples bastava para a aprovação, o governo teve que utilizar-se da possibilidade de substituir alguns membros da Comissão. Os integrantes que, ao contrário de seus partidos, posicionam-se contra a proposta, foram trocados por parlamentares mais leais ao governo. Ao mesmo tempo, partidos da base governamental – PSB, PHS, PROS e Solidariedadeorientaram votos contrários à reforma.
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O Sintrajufe/RS esteve presente em Brasília pressionando os deputados no sentido da defesa dos direitos dos trabalhadores. A caravana enviada pelo sindicato conversou com diversos parlamentares e esteve presente à sessão da Comissão. Juntamente com trabalhadores de outras categorias, os colegas reforçaram a tentativa de demonstrar aos deputados o descontentamento popular com as reformas defendidas pelo governo.
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Veja AQUIÂ ç AQUIÂ vídeos gravados pelo Sintrajufe/RS em conversas, respectivamente, com os deputados Alessandro Molon (Rede-RJ) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA). E veja AQUIÂ o vídeo feito pelo Sintrajufe/RS na Câmara após a votação na Comissão.
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Mesmo com a aprovação na Comissão, o que se vê é um governo enfraquecido e desnorteado, com dificuldades para fazer avançar seu projeto de país que desmonta os direitos dos trabalhadores. Acossado pela forte pressão popular, especialmente depois da greve geral do dia 28 de abril, Temer encontra problemas para aprovar tanto a reforma da Previdência quanto a trabalhista. No caso da reforma previdenciária, as dificuldades para o governo são ainda maiores, já que se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, o que quer dizer que, para aprovação, são necessários os votos de dois terços da Câmara308 votos.
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A possibilidade de derrotar a reforma da Previdência é real. Mas, para garantirmos nosso direito à aposentadoria, é necessário prosseguir e ampliar a luta e a pressão. A greve geral do dia 28 deu ao governo o recado claro de que não será fácil vencer a força dos trabalhadores. Agora, é preciso construir novos dias de greve geral e fortalecer a mobilização.
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Diretor do Sintrajufe/RS presente em Brasília nessa semana, Cristiano Moreira comenta a situação da reforma: “o resultado era previsível, já que o governo precisava apenas de maioria simples na comissão, na qual, inclusive, tem a possibilidade de trocar seus membros para melhorar a correlação de forças, regra da qual fez uso na véspera da aprovação. O embate maior e decisivo ocorre no Plenário, onde Temer precisa de 308 votos, quórum qualificado por se tratar de emenda à Constituição. E o governo está bem distante desse número. Essa avaliação é corroborada por diversos parlamentares e, apesar dos discursos delirantes do Ministro da Justiça e outros prepostos do governo, até as pedras sabem que a greve geral histórica de 28 de abril fez o Planalto tremer e dificultou ainda mais a aprovação da reforma (que, na véspera da greve, já contava com 71% de rejeição da população)”.
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Cristiano também comenta a força do enfrentamento à reforma e a participação dos trabalhadores do Judiciário Federal: “Nossa categoria está de parabéns pela adesão massiva à mobilização e participação em grandes atos em Porto Alegre e todo estado. Há resistência mesmo em setores da base aliada, pois ano que vem tem eleição e a máxima “quem votar, não vai voltar” de fato preocupa a casta política. Portanto, a avaliação é a de que estamos no caminho certo, mas a mobilização precisará aumentar. Do lado de lá, Temer também irá intensificar as negociatas de compra de votos com cargos e emendas parlamentares. Façamos nossa parte! Não vamos permitir que corruptos decidam nosso futuro e acabem com nossa aposentadoria. Podemos vencer!”.









