O site do jornal O Estado de São Paulo publicou nesse domingo uma notícia que demonstra o acerto da interpretação de que o recuo do governo de Michel Temer (PMDB) em relação à aposentadoria dos servidores estaduais e municipais tratava-se de uma manobra: Temer admitiu que pode impor aos governos estaduais e municipais um prazo para mudarem a Previdência desses servidores.
Segundo a notícia, durante um almoço com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), que foi o anfitrião do encontro, teria apresentado essa sugestão, com a qual Temer teria “simpatizado”, de acordo com o jornal. O prazo estabelecido seria de seis meses.
O que é óbvio é que em nenhum momento o governo descartou de fato o entendimento de que os servidores estaduais e municipais deveriam também entrar na reforma. O que fez foi, na verdade, um movimento para tentar dividir os trabalhadores e enfraquecer a resistência contra a reforma da Previdência. Essa resistência têm obrigado o governo a recuos e adiamentos e pressionado a base parlamentar, colocando em risco a aprovação da proposta.
Dessa forma, faz-se necessário ampliar a pressão, de forma unitária. O próximo momento para isso será o dia 31 de março, próxima sexta-feira, quando uma série de mobilizações irão ocorrer em todo o país para barrar a reforma. Os trabalhadores do Judiciário Federal no Rio Grande do Sul aprovaram, no último sábado, em assembleia geral estadual, paralisação de 24 horas da categoria nesse dia, com participação em um ato público no TRT4, às 11h, e em um ato unificado no final da tarde, em horário e local ainda a serem confirmados.









