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A proposta é que se participe das manifestações de 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, que terá como foco no Brasil a defesa de direitos e a rejeição às reformas , e se convoque uma paralisação de 24 horas para o dia 15, data em que outros setores da classe trabalhadora, como os servidores da educação, já decidiram parar.
No Rio Grande do Sul, em assembleia geral, a categoria já aprovou as mobilizações, com três horas de paralisação dia 8 e 24 horas de paralisação no dia 15. Na próxima quinta-feira, 23, às 18h, no auditório das varas trabalhistas, uma plenária do Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência discutirá a organização das atividades. A plenária é aberta a todos.
Greve geral
Aos gritos em coro de Fora Temer , os participantes da reunião ampliada aprovaram por unanimidade um calendário de mobilização que prevê trabalhar para a construção de uma greve geral que paralise o país e expresse a insatisfação popular com as reformas previdenciária e trabalhista, que o presidente Michel Temer (PMDB) tenta aprovar a passos largos no Congresso Nacional.
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Os dois primeiros dias de protestos, em março, devem ser encaminhados pelos sindicatos nos estados. Assim como a realização de debates e outras atividades que convoquem a categoria a se engajar na campanha contra uma reforma que, no seminário realizado na véspera, foi classificada como o desmonte da Previdência Social e o fim do direito à aposentadoria para a maioria dos trabalhadores.
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Como parte da campanhaque deve ser desenvolvida em conjunto com o Fórum dos Federais (Fonasefe) e buscar aglutinar uma ampla participação de entidades civis e centrais sindicais “, os servidores apontaram ainda a participação nas caravanas a Brasília que estão sendo convocadas para os dias 28 de março e 6 de abril. Nessas duas datas, o governo pretende votar no plenário da Câmara dos Deputados o relatório da PEC 287, respectivamente, em primeiro e segundo turnos.
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As atividades, no entanto, podem ter as datas redefinidas em função de alterações no cronograma de votações da Câmara. Essa previsão acelerada de votações é o ritmo que o Planalto tenta imprimir à tramitação da proposta de emenda constitucional, mas não é a toada que o movimento contra a reforma deseja, já que demonstraria um maior controle do governo sobre a sua base parlamentar.
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Campanha unificada
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A segunda reunião ampliada do ano foi convocada para 8 de abril, com o objetivo de sincronizar o fórum de deliberações nacionais da categoria com o segundo protesto em Brasília. Mas, também nesse caso, foi dada à direção da Fenajufe a prerrogativa de readequar o dia em função da tramitação da PEC na Câmara dos Deputados.
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Como parte da articulação de movimento de luta no qual os trabalhadores dos serviços públicos federais atuem de forma coesa, será lançado, no dia 22 de fevereiro, na capital federal, a Campanha Salarial Unificada de 2017, quando a pauta geral de reivindicações será protocolada em todos os poderes da República. O eixo central da campanha é derrotar as reformas da Previdência e das leis trabalhistas.
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O diretor do Sintrajufe/RS e da Fenajufe, Cristiano Moreira, afirma que, “se for aprovada a reforma de Temer, boa parte dos trabalhadores jamais conseguirá se aposentar. É um ataque que atinge em cheio a imensa maioria da população . O dirigente sindical ressalta que a categoria precisa compreender que a mobilização agora é obrigação de todos, sob pena de um retrocesso sem precedentes em nossos direitos. Dias 8 e 15 de março, precisamos mostrar nossa força, em unidade com as demais categorias .
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Calendário de mobilização aprovado:
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22 de fevereiro: Lançamento da campanha salarial unificada do funcionalismo federal, com a pauta sendo protocolada nos Três Poderes, em Brasília.
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8 de março: Participação nos atos e nas atividades do Dia Internacional de Luta das Mulheres, na perspectiva de construção da greve geral.
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15 de março: Dia nacional de paralisação e mobilização contra a reforma da Previdência em todos os estadosRumo à greve geral.
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28 de março: Caravanas a Brasília, por conta da possível votação da PEC 287 em primeiro turnoa data pode ser alterada pela direção da Fenajufe por conta de mudanças no calendário de votações na Câmara.
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6 de abril: Caravana a Brasília, quando o governo pretende votar a proposta em segundo turnoa data também pode ser alterada, a depender das votações na Câmara.
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8 de abril: Reunião ampliada da Fenajufe.
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“ Seminário sobre as reformas da Previdência e trabalhistaDireito das mulheres e ataque ao direito de greve (com data a ser definida pela direção da Fenajufe).
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Sintrajufe/RS, com informações de Luta Fenajufe Notícias, por Hélcio Duarte Filho









