
Â
Â
Em 2014, Maia pediu OAS doações eleitorais no valor de R$ 1 milhão em 2014, dinheiro que teria sido repassado oficialmente à campanha de César Maia, pai do presidente da Câmara. A PF suspeita de que a estratégia foi usada para ocultar a origem da propina da empreiteira. Com base em toda a prova colhida no decorrer da presente investigação, logrou-se êxito em confirmar integralmente a hipótese inicial aventada, qual seja, a de que o deputado federal Rodrigo Maia efetivamente praticou diversos atos na defesa de interesses da Construtora OAS, durante os anos de 2013 e 2014, tendo, em contrapartida, solicitado doações eleitorais , diz a PF.
Â
Maia é um dos principais nomes do governo Temer no Congresso e um dos mais ferrenhos defensores das reformas da Previdência e trabalhista. Ainda no início do ano, antes de se reeleger à presidência da Câmara, afirmou que a reforma da Previdência “é necessária para equilibrar o orçamento”, recorrendo ao mito de déficit da previdência, propalado pelos que querem o desmonte do sistema previdenciário público. Depois de eleito, continua pressionando, inclusive par que a reforma seja votada ainda no primeiro semestre.
Â
Agora, reveladas algumas das ligações perigosas entre o deputado e uma das empreiteiras mais envolvidas em escândalos de corrupção, várias perguntas surgem. Uma delas: quem aceitou propina para mudar medida provisória a favor de uma empreiteira não se esforçaria para acabar com a previdência e com o direito à aposentadoria de milhões de trabalhadores a favor dos interesses dos banqueiros?
Â
Sintrajufe/RS, com informações de O Estado de São Paulo, Agência Câmara e revista Fórum
Â









