SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

DESTAQUE

Com Brigada Militar impedindo aproximação ao Palácio Piratini, ato unificado reforça a luta contra Temer e Sartori

  

Foto: Luiz Damasceno

O Sintrajufe/RS participou, no iní­cio da noite dessa terça-feira, 13, de um ato público unificado com o objetivo de denunciar os projetos de Michel Temer (PMDB) para o paí­s e de José Ivo Sartori (PMDB) para o Rio Grande do Sul. Os trabalhadores do Judiciário Federal no RS participaram da mobilização com o mote “Nenhum direito a menos: contra a PEC 55 e a reforma da Previdência / Cadeia para corruptos e corruptores / Em defesa do Estado Democrático de Direito”.

Desde a parte da manhã, os trabalhadores do Judiciário Federal se concentraram nos prédios, em paralisação de 24 horas. No iní­cio da tarde, juntaram-se a outras diversas categorias de servidores públicos em um grande ato na Praça da Matriz. Essa mobilização estendeu-se até perto das 17h, seguindo, então, para a Esquina Democrática, onde os manifestantes juntaram-se à multidão que caminharia unida pelo Centro.

Pouco depois das 19h, o ato saiu em caminhada passando pelo Camelódromo e retornando à avenida Borges de Medeiros. Dali, o objetivo era entrar na rua Riachuelo e descer até a Praça da Matriz, ampliando a pressão no Palácio Piratini e na Assembleia Legislativa. Porém, assim que dobraram na Riachuelo, os manifestantes foram atacados pelo Choque da Brigada Militar. Foram muitas bombas, que acabaram dispersando as pessoas e dividindo o ato em várias partes. Os grupos seguiram marchando pela região central, enquanto a Brigada Militar continuou cercando os manifestantes, mas sem novos grandes incidentes.

Sintrajufe/RS participa também de ato em Brasí­lia

 
Em Brasí­lia, um grande ato contra a PEC 55 foi fortemente reprimido pela Polí­cia Militar. O diretor do Sintrajufe/RS Fagner Azeredo esteve na mobilização na capital federal. Fagner relata que, desde o iní­cio do dia, a Polí­cia Militar bloqueou todos os acessos que levariam às proximidades do Congresso Nacional. Assim, a mobilização se deu junto à Catedral, onde os manifestantes foram reprimidos com bombas.

 

O dia de mobilizações teve protestos em todo o Brasil, e foi encerrado com a certeza de que a luta irá continuar em defesa dos direitos dos trabalhadores e da juventude. O enfrentamento e a pressão serão necessários para barrar a reforma da Previdência, por exemplo, que já foi enviada pelo governo Temer ao Congresso. Também será necessária luta unitária para impedir que Sartori esfacele o Estado no Rio Grande do Sul, com a aprovação do pacote que enviou à Assembleia Legislativa. Certo é que os trabalhadores seguirão nas ruas, em luta.