SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO - FUNDADO EM 28 DE NOVEMBRO DE 1998 - FILIADO À FENAJUFE E CUT

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Em novo ataque, governo Temer estuda reduzir os salários iniciais do funcionalismo público

Retirar direitos trabalhistas e previdenciários, congelar salários e investimentos. Isso ainda não é o bastante para o ataque do governo de Michel Temer (PMDB) contra os trabalhadores e o serviço público. Segundo matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo e replicada por diversos veí­culos de comunicação, o governo agora estuda rever o salário inicial das principais categorias de servidores. A ideia seria reduzir valores dos salários de ingresso, considerados altos, e ampliar a distância em relação à remuneração recebida pelo funcionário no final da carreira.

 

A matéria do Estadão, copiada à exaustão, é de uma desonestidade constrangedora. O leitor tem a impressão de que os servidores ingressam na carreira ganhando salários de R$ 15 mil a R$ 20 mil. É afirmado que Hoje, os servidores recém-aprovados em concursos públicos recebem salários muito elevados .

 
Alguns estados, como o Rio de Janeiro, já vêm procurando brechas na Lei de Responsabilidade Fiscal para reduzir salários e carga horária de servidores efetivos. No Rio Grande do Sul, o parcelamento de salários tem sido a marca do governo de José Ivo Sartori (PMDB); o mesmo está acontecendo em Minhas Gerais: um dia depois das eleições municipais, Fernando Pimentel (PT) anunciou que irá parcelar e atrasar salários pelo menos até o final do ano. E o governo de Temer vai além, buscando reduzir o salário nominal para quem ingressa no serviço público federal.

 
A dobradinha governos e mí­dia contra o serviço público não é novidade. o PLP 257/16, enviado ao Congresso pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), previa congelamento salarial dos servidores, aumento da contribuição previdenciária e até “programa de desligamento voluntário”, atacando a estabilidade dos servidores. A demonização do funcionalismo, visto como empecilho, e não como um motor do desenvolvimento, é utilizada, agora, para que o governo Temer siga firme em seu projeto de sucateamento do Estado.