O presidente Michel Temer (PMDB) promoveu, na semana passada, no Palácio Alvorada, a primeira reunião ministerial do governo após o impeachment. Estavam presentes, também, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia; e do Senado, Renan Calheiros, e os líderes da base aliada.
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Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Andre Moura (PSC-SE), a votação da PEC 241/16 no plenário da Câmara está prevista para os dias 10 e 11 de outubro. Antes disso, já nesta semana, o texto deve ir a votação na Comissão Especial em que está sendo analisado.
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O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP) já adiantou que o partido tem dificuldade de apoiar totalmente a PEC, principalmente quanto aos itens saúde e educação. Ele disse que Temer colocou os ministros à disposição para tirar dúvidas sobre os pontos da proposta.
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O relator da matéria, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), garantiu que os estados não estão incluídos no ajuste fiscal, porque os governadores têm mecanismos de ajuste por meio da Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele assegurou que a PEC 241/16 se restringe à União, o que não esclareceu é que a falta de investimentos em saúde, educação, seguridade e políticas de desenvolvimento social afetam profundamente estados e municípios.
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Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, “boa parte dos servidores ainda não compreendeu a gravidade da PEC 241/16”. A proposta estabelece um congelamento real de gastos sociais pelos próximos 20 anos para os três Poderes da União. No caso de descumprimento desse limite, o Poder ou órgão que descumpriu o limite fica proibido: de conceder reajuste aos servidores, de admitir ou contratar pessoal, de criar cargo com aumento de despesa ou de realizar concurso público. Em suma, essa PEC congela os gastos sociais e cria uma espécie de “gatilho”: uma vez ultrapassado o limite global de gastos em um Poder ou órgão, quem paga a conta são os servidores, com congelamento salarial e com aumento da sobrecarga de trabalho advinda da proibição das contratações.
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Sintrajufe/RS, com informações da Agência Câmara e do Instituto de Estudos Socioeconômico.









