
Â
Â
Â
Â
A PEC 241/2016 estabelece um limite de gastos para o exercício de 2017 equivalente à despesa primária realizada no exercício de 2016 corrigida pela variação do IPCA para o período de janeiro a dezembro de 2016. Nos exercícios posteriores, ao valor do limite referente ao exercício imediatamente anterior, corrigido pela variação do IPCA. Em suma, a PEC estabelece um congelamento real de gastos públicos por 20 anos e atinge principalmente investimentos em áreas básicas como educação, saúde, assistência social, previdência e segurança. Além disso, atinge diretamente os servidores públicos, uma vez que, no caso de descumprimento desses limites aplicam-se, no exercício seguinte, ao Poder ou ao órgão que descumpriu o limite, vedações:Â
Â
Â
I – à concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, inclusive do previsto no inciso X do caput do art. 37 da Constituição, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal decorrente de atos anteriores à entrada em vigor da Emenda Constitucional que instituiu o Novo Regime Fiscal;Â
Â
II – à criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa;Â
Â
III – à alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
Â
IV – à admissão ou à contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e
Â
V – à realização de concurso público.
Â
Â
Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, a categoria precisa se preparar para novas mobilizações, atuando em unidade com outras categorias do serviço público e da iniciativa privada: “nós, servidores do Poder Judiciário da União, ficamos quase uma década com os salários congelados, o que levou a uma queda significativa do nosso poder de compra. Com a PEC 241/2016, corremos sério risco de ficarmos ainda mais tempo com os salários congelados. A economia que o governo quer fazer é tirar dos serviços essenciais para dar ainda mais para os rentistas, por isso a PEC não atinge apenas os servidores, mas toda a população que necessita dos serviços públicos. Só favorece os banqueiros, que hoje já abocanham cerca de metade do orçamento da União por meio do serviço da dívida pública. Precisamos imediatamente fazer frente a essa afronta com o serviço público antes que seja tarde demais”.









