O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o governo pretende aprovar ainda neste ano a PEC 241/2016, que congela os gastos sociais no país por 20 anos. Padilha ressaltou ainda que o objetivo é aprovar a PEC sem alterações.
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Entenda a PEC 241
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A PEC 241/2016 limita as despesas primárias do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Poder Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas da União, do Ministério Público da União e da Defensoria Pública da União, estabelecendo como teto os gastos do exercício imediatamente anterior, corrigido pelo IPCA, pelos próximos 20 anos.
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No caso de descumprimento, aplicam-se, no exercício seguinte, ao Poder ou ao órgão que descumpriu o limite, vedações:
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I – à concessão, a qualquer título, de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração de servidores públicos, inclusive do previsto no inciso X do caput do art. 37 da Constituição, exceto os derivados de sentença judicial ou de determinação legal decorrente de atos anteriores à entrada em vigor da Emenda Constitucional que instituiu o Novo Regime Fiscal;
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II – à criação de cargo, emprego ou função que implique aumento de despesa;
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III – à alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
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IV – à admissão ou à contratação de pessoal, a qualquer título, ressalvadas as reposições de cargos de chefia e de direção que não acarretem aumento de despesa e aquelas decorrentes de vacâncias de cargos efetivos; e
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V – à realização de concurso público.
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Ataques ao serviço público impõem mobilização
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Para o diretor do Sintrajufe/RS Rafael Scherer, “é nítida a intenção do governo de jogar a conta da crise sobre os ombros dos servidores e dos usuários do serviço público. O governo pretende elevar o ‘superávit primário’, ou seja, economizar gastos sociais para aumentar a parcela do orçamento direcionada para o serviço da dívida pública, que hoje consome perto de metade de toda a arrecadação da União. Serviço da dívida, aliás, que nunca foi auditado. É uma caixa-preta: a população brasileira não sabe o quanto da dívida é ilegal ou ilegítima”, destaca.
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Também diretor do Sintrajufe/RS, Ruy Almeida completa: “A PEC 241 representa o fortalecimento da política de sucateamento e precarização dos serviços públicos, de arrocho salarial ao funcionalismo, repetindo a mesma fórmula de projetos elaborados nos governos FHC, Lula e Dilma. Somando-se a iniciativas como a tentativa de precarização do PLP 257 e à própria reforma da Previdência, fica clara a intenção de rifar direitos e a necessidade de que os trabalhadores, principalmente o funcionalismo, respondam aos ataques de Temer com mobilização”.









